Jairo Castilla/Reuters
Jairo Castilla/Reuters

Uribe 'acata e respeita' decisão de Corte da Colômbia

Convocação de referendo que votaria terceiro mandato do presidente foi reprovada pela Corte Constitucional

Reuters,

26 de fevereiro de 2010 | 21h32

O presidente colombiano Álvaro Uribe, anunciou nesta sexta-feira, 26, que aceitou a sentença da Corte Constitucional que rechaçou uma lei de referendo que votaria um terceiro mandato do chefe de Estado nas eleições de maio.

 

"Eu acato e respeito a decisão da Corte Constitucional. O Estado de direito exige que todos os cidadãos nos submetamos a lei, mas especialmente um governante", , disse Uribe a repórteres em Barranquilla, no departamento (estado) de Atlântico, 700 km ao norte de Bogotá.

 

Agora "o único sentimento que tenho é um sentimento de amor pela Colômbia. Desejo que nos anos de vida que me restam eu possa sentir mais amor pela Colômbia", afirmou Uribe.

 

O presidente declarou que está disposto a continuar servindo o país de qualquer posição até seu último dia e pediu aos cidadãos que não permitam que a democracia colombiana saia do rumo.

 

A decisão jurídica, a mais importante dos últimos anos na política colombiana, marca o início de uma difícil campanha para os rivais políticos de Uribe, que depois de quase oito anos no poder se converteu em um dos presidentes mais populares do país, respaldado por sua estratégia de combate às guerrilhas esquerdistas.

 

Uribe, principal aliado dos Estados Unidos na América Latina, chegou ao poder em agosto de 2002 com a promessa de derrotar as guerrilhas esquerdistas em um país castigado pela violência. O presidente mantém uma popularidade de cerca de 70%, atribuída a uma dura política contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e a delinquência.

 

A Constituição colombiana não contempla a possibilidade de um terceiro mandato presidencial consecutivo. Por isso, os aliados do presidente propuseram no ano passado um referendo para mudar a carta.

 

Uribe conseguiu se reeleger em 2006 graças a uma primeira e controvertida reforma da Constituição que introduziu a possibilidade da reeleição presidencial.

 

O chefe de Estado não expressou abertamente a intenção de ser candidato para uma segunda reeleição. Segundo especialistas, atos recentes, contudo, demonstram seu desejo de continuar governando o país exportador de café, petróleo e carbono de mais de 44 milhões de habitantes.

 

O ex-ministro de Defesa Juan Manuel Santos, que foi bem sucedido na luta contra as FARC, poderia ser o candidato da coalizão para substituir o atual presidente e dar continuidade a suas políticas.

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