Uribe agradece ajuda de Chávez na libertação de reféns

Presidente colombiano diz estar 'pronto para a paz' e pede para que guerrilheiros cumpram suas promessas

Efe,

11 de janeiro de 2008 | 01h38

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, agradeceu nesta quinta-feira, 10, as gestões de seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, para a bem-sucedida libertação de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo. Uribe revelou que o Exército estava a dois quilômetros do ponto onde elas foram entregues. Veja também:Galeria de fotos do resgate das reféns Farc não devem ser elogiadas por ação, diz assessor de UribeReféns agradecem a ChávezSarkozy celebra resgateEUA aplaudem libertação Mãe de Clara Rojas comemora libertaçãoAssista às imagens da libertação Saiba quem são as refénsEntenda o que são as FarcCronologia: do seqüestro à libertação "Hoje os soldados da Colômbia estavam a dois quilômetros do lugar onde aconteceu a libertação", disse Uribe em um discurso transmitido por rádio e televisão. Ele ressaltou que os soldados colombianos "cumpriram com honra" o compromisso assumido para facilitar a libertação. Além de dizer à guerrilha que seu governo "está pronto para a paz", ele agradeceu a Chávez por "seu esforço e eficácia" na operação. "Muito obrigado, presidente Chávez", disse. Uribe também agradeceu a atuação da senadora oposicionista colombiana Piedad Córdoba e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), assim como dos observadores internacionais. Ele destacou o trabalho de Cuba, que "nos cinco anos e meio deste governo" tem feito todos os esforços pela paz na Colômbia. O presidente revelou que falou com a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo. Ele elogiou "a integridade, capacidade de controle e maneira tranqüila como as duas responderam a essa experiência tão difícil".Na conversa, contou também que "Rojas perguntou por Emmanuel (seu filho, nascido em cativeiro) com a angústia de mãe". E prometeu que o órgão de assistência que cuida do menino vai tomar as providências para que ele seja devolvido à sua mãe. O presidente lembrou que a "lista de seqüestrados não libertados é grande". Nos últimos 10 anos, ressaltou, "não retornaram 750 colombianos seqüestrados pelas Farc". "Temos a felicidade pela libertação das duas compatriotas seqüestradas, mas também a dor pelo cativeiro no qual permanecem todos estes compatriotas", comentou. Uribe leu uma lista de reféns das Farc, seqüestrados em várias ações do grupo rebelde nos últimos dez anos. E insistiu que ainda vale "a proposta de uma zona de encontro, sugerida pela Igreja Católica, que o governo aceitou há algumas semanas, para avançar na libertação de todos". O governo "está pronto para a paz", garantiu, lembrando que desde que chegou ao poder, em agosto de 2002, "a oposição radical teve plenas garantias". "As Farc diziam no passado que se desmobilizariam se houvesse garantias para a oposição radical", lembrou Uribe. Ele ainda acrescentou que seu governo "desmantelou o paramilitarismo", outra condição dos rebeldes para se desarticularem. "Está na hora de cumprirem a sua promessa", concluiu. "Nosso governo está pronto para a paz com a mesma convicção com a qual conduzimos a política de segurança democrática", acrescentou. Uribe convidou as Farc "a uma negociação fácil, simples, de boa fé", com plena segurança.

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