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Uribe autoriza troca de Ingrid Betancourt por rebeldes das Farc

Para negociador colombiano, autorização é uma 'decisão imediata para o acordo humanitário' pelos reféns

Agências internacionais,

28 de março de 2008 | 00h58

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, autorizou nesta quinta-feira, 27, a libertação de rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em troca da liberação dos reféns da guerrilha, entre eles, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.   Especialistas da AIEA viajarão a Bogotá para analisar urânio Estado de saúde de Ingrid é delicado, diz defensor público Por dentro das Farc  Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região      A decisão faz parte de um decreto que o governante colombiano firmou e, segundo  alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, se constitui em uma "decisão imediata para o acordo humanitário".  "Entende-se que haverá um acordo humanitário quando o grupo armado fora da lei liberte a ou as pessoas seqüestradas que se encontram em seu poder", diz o comunicado.   Segundo o jornal colombiano El Espectador, Restrepo afirmou que assim que o grupo guerrilheiro libertar a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, o governo soltará os guerrilheiros pedidos com o benefício da suspensão da pena.   "Basta simplesmente que as Farc soltem Ingrid Betancourt para que realizemos o acordo humanitário, beneficiando os membros do grupo guerrilheiro com a suspensão da pena", disse o alto comissário para a Paz. Os insurgentes podem até mesmo ser condenados por crimes que não sejam suscetíveis de anistia ou indulto, destacou Restrepo, que advertiu que os que quiserem o benefício da suspensão condicional da pena, ou uma alternativa, deverão deixar a luta armada.   "Eles devem se comprometer automaticamente a um bom comportamento, e a não voltar a delinqüir", esclareceu o comissário de Paz.   Restrepo disse que o decreto assinado por Uribe tem como fundamento um artigo legal de 2005, no qual o Executivo entende que se chegou a um acordo humanitário quando o grupo armado ilegal libertar os seqüestrados.   Uma vez que aconteça a libertação, o presidente ou o alto comissário para a Paz, por delegação do governante, enviará às autoridades judiciais competentes os nomes dos presos que podem receber o benefício da suspensão condicional da pena. A urgência do caso é tal, continuou o funcionário, que o mesmo decreto estabelece que pelo interesse superior da paz, os novos procedimentos para o acordo serão administrados de maneira preferencial. "Acreditamos que fica estabelecido todo o suporte jurídico para o acordo humanitário e reduzimos ao máximo os requisitos", acrescentou Restrepo.   Até então, o governo de Uribe insistia em somente aceitar a libertação de guerrilheiros que não tivessem cometido crimes considerados graves.  A mudança de postura ocorre em meio à crescente pressão para a libertação de Ingrid Betancourt, que foi seqüestrada pelas Farc em 23 de fevereiro de 2002. Acredita-se que a ex-candidata, que tem dupla nacionalidade colombiana e francesa, esteja gravemente doente, sofrendo de hepatite B e leishmaniose.   Entre os presos há ainda dois rebeldes extraditados aos Estados Unidos que os insurgentes tentam trocar por três americanos que estão no grupo de "passíveis de troca".   Na quinta-feira, o defensor público da Colômbia, Volmar Pérez, fez um apelo às Farc para que permitam a entrada no cativeiro de uma missão humanitária com medicamentos para Ingrid. "A informação de que dispomos indica que as condições físicas e de saúde de Ingrid Betancourt estão muito deterioradas e que é preciso atenção imediata para oferecer a assistência de que ela necessita", disse Pérez a um grupo jornalistas em Bogotá.   Ingrid, de 46 anos, é considerada a principal refém das Farc. Ela faz parte de um grupo de cerca de 40 seqüestrados que os rebeldes consideram passíveis de troca por 500 guerrilheiros presos. Também fazem parte desse grupo três americanos. A situação da ex-candidata presidencial tem atraído a atenção internacional. Os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Venezuela, Hugo Chávez, já pediram ao líder das Farc, Manuel Marulanda, que liberte a ex-candidata.   (Com BBC Brasil)   Matéria atualizada às 7h20.

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