Uribe critica AI por não considerar as Farc terroristas

"Ao dizer que estes bandidos são oposição armada, estão derrotando a Justiça colombiana", afirmou

EFE

20 de janeiro de 2008 | 02h48

O presidente colombiano, Álvaro Uribe Vélez, criticou neste domingo a Anistia Internacional, organização defensora dos direitos humanos, por não considerar que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sejam um grupo terrorista, postura adotada por Estados Unidos e União Européia (UE). "Tenha a impressão de que a Anistia Internacional desconhece a legislação internacional quando diz que as Farc não são um grupo terrorista, e sim uma oposição armada", afirmou Uribe. Segundo o presidente colombiano, a Anistia Internacional desconhece a declaração da UE de 20 de dezembro de 2007, quando ratificou que as Farc, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e os paramilitares são grupos terroristas. Enfatizou que essa organização defensora de direitos humanos também desconhece a legislação interamericana e a Carta Democrática da Organização de Estados Americanos (OEA). "Ao dizer que estes bandidos são oposição armada, o que estão fazendo é derrotar a Justiça colombiana", afirmou Uribe. "Com o apoio firme dos colombianos, vamos derrotar estes bandidos, porque isso é a única coisa que eles merecem", concluiu.

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