Uribe critica possível plano das Farc para libertação de reféns

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, qualificou neste sábado como uma armadilha uma possível liberação de reféns que estaria sendo planejada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Uribe afirmou que a organização busca limpar sua imagem após matar oito policiais na véspera. Uribe, que descreve como uma "cilada" a possível libertação, acrescentou que o governo não abandonou objetivo de resgatar os reféns. "As Farc, agora, com o apoio de uma dirigente política, está nos direcionando a uma nova cilada: o governo está informado de que agora estão tramando uma nova liberação humanitária", disse Uribe em um ato de governo. "Assassinam e depois desorientam, tramando uma nova libertação de reféns. Denuncio isso hoje para que não caiamos nesse plano." O ataque contra os policiais aconteceu no município oriental de Fortul, no departamento de Arauca, na fronteira coma Venezuela, e foi atribuído inicialmente pela polícia às Farc. Mas Uribe culpou pelo ataque o Exército de Libertação Nacional (ELN), assegurando o grupo nessa região petrolífera e de criação de gado é aliado das Farc. Uribe, que advertiu que não vai permitir que sejam lançadas mais ilusões de novas libertações de refém e de novos acordos humanitários, não nomeou a dirigente política em sua fala, assim como também não explicou mais detalhes das possíveis ações que teria realizado para a liberdade dos sequestrados. A senadora do partido opositor ao governo, o Partido Liberal Piedad Córdoba, uma ferrenha crítica de Uribe, negociou no começo deste ano, juntamente com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a libertação de vários reféns políticos que se encontravam em poder das Farc.

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