Uribe descarta intervenção de Chávez em libertação de reféns

Presidente colombiano diz que somente aceitará ajuda da Cruz Vermelha; Farc prometem soltar 6 seqüestrados

Agências internacionais,

23 de dezembro de 2008 | 13h36

Após o anúncio de uma possível libertação de seis reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o governo colombiano descartou o envolvimento da comunidade internacional no processo, informou o jornal El País nesta terça-feira, 23. "Não vamos permitir que se criem riscos para nossas relações envolvendo personalidades da comunidade internacional", afirmou o presidente colombiano Álvaro Uribe. Dessa forma, ele rejeitou a ajuda de seu colega venezuelano Hugo Chávez, que se disse "às ordens" para colaborar.  Veja também:Farc prometem soltar mais seis seqüestradosPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   "Se vão liberá-los, ainda há a Cruz Vermelha Internacional (CICV)", acrescentou Uribe ao indicar que somente aceitará ações dessa organização humanitária, que já mostrou disposição para ajudar. As Farc anunciaram em um comunicado divulgado no domingo que pretendem libertar unilateralmente 6 dos seus 28 reféns políticos - dois políticos, três policiais e um militar.  Os cativos seriam entregues "em breve" a uma comissão liderada pela senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba, simpatizante de Chávez. Numa entrevista para a rádio RCN, de Bogotá, Piedad disse que gostaria que Chávez "acompanhasse" a libertação desses reféns, lembrando que no início do ano as Farc entregaram seis seqüestrados para o presidente venezuelano.  Uribe não gostou da declarações do venezuelano defendendo que a guerrilha fosse reconhecida como uma "força beligerante" e Chávez chegou a cortar as relações diplomáticas com a Colômbia depois que o Exército colombiano atacou um acampamento das Farc no Equador. No comunicado, as Farc não disseram onde ou quando os reféns serão soltos. Segundo Yves Heller, porta-voz da CICV, a organização já está mantendo "um diálogo confidencial" com as partes envolvidas.  Os dois políticos na lista de libertações da guerrilha são o ex-governador do Departamento de Meta Alan Jara, seqüestrado em julho de 2001, e o ex-deputado do Departamento de Valle del Cauca Sigifredo López, capturado em abril de 2002.  O nome dos três policiais e do militar não foram divulgados. Segundo as Farc, as libertações unilaterais seriam um gesto para impulsionar um acordo humanitário com o governo.

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