Uribe descarta nova incursão no Equador contra as Farc

Tropas colombianas mataram o segundo líder da frente 35 da guerrilha neste domingo

Efe,

28 de abril de 2008 | 01h16

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, descartou neste domingo uma nova incursão em território equatoriano, como a ocorrida no dia 1º de março, e pediu que se averigúe a suposta riqueza ilícita que, segundo ele, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) têm no Equador. Ainda neste domingo, tropas colombianas mataram um chefe guerrilheiro da organização, acusado de múltiplos ataques a instalações policiais. "A Colômbia não está interessada em fazer incursões na soberania territorial de Estado algum", assegurou Uribe em declarações ao canal de televisão equatoriano Gamavisión, e disse que seu país precisa que a segurança de seus cidadãos "não seja violada por grupos terroristas que se instalam no território de um país irmão". Uribe disse que o ataque contra o acampamento das Farc no Equador não foi uma operação contra o país vizinho, mas o ataque "foi ao Terrorismo". "Nosso objetivo não é o território e muito menos o povo equatoriano, que é nosso irmão", declarou Uribe à Gamavisión, dizendo que foi a guerrilha que "violou durante longo momento" o território equatoriano para "cometer, dali, qualquer tipo de crime". Uribe também acusou as Farc de financiar suas campanhas com o narcotráfico e pediu que se investigue a riqueza que esse grupo supostamente tem no Equador. Morte de chefe das Farc O comandante da primeira Brigada de Infantaria da Marinha, coronel César Augusto Cardona, disse a um grupo de jornalistas que Antonio Lopera Usuga, o segundo líder da frente 35 das Farc, foi morto neste domingo. Nos confrontos, que aconteceram no departamento (estado) de Sucre, também perdeu a vida José Germán Sierra Díaz, comandante de esquadra das Farc que opera nesta parte do país. Usuga é acusado de dirigir atentados contra a infra-estrutura elétrica da região e instalações policiais assim como da morte de três criadores de gado.

Tudo o que sabemos sobre:
FarcColômbiaEquador

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.