Uribe descarta saída da Colômbia da Unasul e pede 'paciência'

Ministros colombianos admitiram possibilidade após críticas de países-membros ao acordo militar com EUA

Efe e Reuters

17 de setembro de 2009 | 17h04

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, descartou nesta quinta-feira, 17, a saída de seu país da União Sul-Americana de Nações (Unasul), apesar de ministros de seu governo terem admitido essa possibilidade em meio às críticas de líderes da região ao acordo militar entre Bogotá e Washington. Uribe, após enfrentar questionamentos de outros presidentes sul-americanos por ter decidido firmar o acordo com os Estados Unidos, disse que seu país respeita as instituições internacionais.

 

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"A Colômbia é um país de instituições internamente e internacionalmente, e um país como a Colômbia apresentar seus pontos de vista me parece bom para a razão de ser dessas instituições, que devem ser fóruns de muita sinceridade", disse Uribe aos jornalistas, pedindo "muita paciência" dentro da Unasul nos próximos debates.

O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, e o chanceler Jaime Bermúdez admitiram separadamente na quarta-feira que o governo poderia avaliar sua permanência na Unasul ante a falta de sensibilidade dos países-membros frente aos problemas de segurança vividos pelo país, como o narcotráfico, o terrorismo e o tráfico de armas.

Os chanceleres e ministros da Defesa da Unasul realizaram na terça-feira uma reunião no Equador que terminou sem um acordo definitivo para tornar transparentes as políticas de segurança dos países da região, em meio à recusa da Colômbia de revelar os detalhes de seu acordo militar com os EUA. O pacto autoriza militares norte-americano a utilizarem sete bases na Colômbia para operações contra o tráfico de drogas e o terrorismo, o que despertou duras críticas de países como Venezuela e Bolívia.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, o maior crítico de Washington na região, considera que o acordo é uma ameaça à sua revolução bolivariana e um passo a mais na intenção dos EUA de invadir a Venezuela. Uribe afirma que o acordo não permite aos EUA lançar operações ofensivas contra terceiros países, mas não conseguiu tranquilizar os governos vizinhos.

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