Uribe diz que seguirá tentando libertação de reféns

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe,se comprometeu na quarta-feira a continuar a busca da liberdadede 25 reféns políticos que seguem sequestrados pelas Farc,guerrilha a qual pediu para entregar os prisioneiros como umacondição para fazer a paz no país. Uribe falou em uma transmissão por rádio e televisão depoisde as forças militares resgatarem sãos e salvos, e sem fazer umúnico disparo, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três norte-americanos e 11 membros do Exército e da polícia."Às famílias de quem segue sequestrado, nosso compromisso, nãoos esqueceremos por um momento, até que todos regressem àliberdade", disse Uribe em um discurso na sede da Presidência,acompanhado pelas pessoas resgatadas e seus ministros. O resgate de Betancourt, dos norte-americanos KeithStansell, Marc Gonsalves e Thomas Howes, assim como dos 11outros reféns se constitui em uma derrota para as ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia e um triunfo para apolítica de segurança de Uribe. "Que bom saber que já estão no seu país livres com suasfamílias, que bom dar está notícia à França, à Europa, quedurante todos estes anos não abandonaram um único momento adoutora Ingrid Betancourt", afirmou o presidente. Betancourt, uma política franco-colombiana de 46 anos, seconverteu em um símbolo mundial do sequestro por sua retençãode mais de seis anos nas mãos das Farc. Uribe revelou que o resgate foi uma tarefa difícil porqueera necessário manter uma linha em meio ao sofrimento dasfamílias dos reféns que se opunham a uma operação militar paralibertá-los. Os militares colombianos, em uma operação de infiltração einteligência, se passaram por integrantes de uma organizaçãohumanitária fictícia e convenceram os rebeldes a reunir etrasladar os reféns para outro lugar. Uribe disse que apesar de as forças militares terem rodeadomais de 50 guerrilheiros depois de um helicóptero decolar comos reféns, foi decidido não atacá-los. "Não se disparou contra o grupo guerrilheiro que ficou emterra porque estávamos interessados na liberdade dossequestrados, não em derramamento de sangue. Além disso aliestão alguns compatriotas sequestrados e queríamos enviar umamensagem, não de palavras, mas sim de fatos, para que tratembem a esses compatriotas e para que os devolvam à liberdade",disse. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.