Uribe diz que suspenderá ações para facilitar resgate de reféns

Presidente colombiano se compromete com Sarkozy a suspender atividades militares para missão humanitária

Efe,

01 de abril de 2008 | 15h36

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou nesta terça-feira, 1, que seu governo se comprometeu com o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, a suspender as operações militares na zona onde será criada uma missão humanitária de assistência médica aos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   Veja também: Ingrid Betancourt está perto da morte, diz Sarkozy  Assista ao pronunciamento de Sarkozy Colômbia diz que não deixará operações para resgatar reféns Marido de Ingrid faz apelo a Lula para libertação da refém Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt  Por dentro das Farc  Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região     "Sarkozy disse que está em planejamento uma missão humanitária para atender aos seqüestrados, começando pela saúde da doutora Ingrid Betancourt", disse Uribe, acrescentando que a operação "seria acompanhada pela Cruz Vermelha Internacional". Sobre o paradeiro de Ingrid, o presidente colombiano admitiu que para o governo "ainda não há confirmação". "Tanto a Polícia Nacional quanto o Exército fizeram uma investigação profunda no departamento de Guaviare, mas até esses dias não há confirmação."   Ainda nesta terça-feira, Sarkozy fez um apelo aos guerrilheiros, para que libertem a refém Ingrid Betancourt. Num pronunciamento elevisionado, o presidente francês afirmou que a saúde da ex-candidata à Presidência colombiana deteriorou-se consideravelmente e que a franco-colombiana correria risco de morte.   "A França está e continuará mobilizada para um acordo humanitário", disse, acrescentando que seu governo está esperando por um sinal dos seqüestradores de Ingrid para organizar a missão de resgate.   A França tem pressionado pela libertação de Ingrid, seqüestrada pelos rebeldes há seis anos. O primeiro-ministro francês François Fillon disse que o país poderia receber ex-combatentes das Farc como parte de uma possível troca de reféns.     (Matéria ampliada às 17h45)

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