Uribe diz que tropas estão prontas para garantir segurança das eleições

Cerca de 350 mil soldados estarão nas ruas; guerrilhas como as Farc e o ELN são maior ameaça

Efe

28 Maio 2010 | 15h56

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou nesta sexta-feira, 28, que está pronta a operação de segurança que garantirá que as eleições presidenciais do domingo, 30, sejam tranquilas e que grupos rebeldes não possam sabotá-las.

 

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"Estamos fazendo todos os trabalhos para que este processo eleitoral seja totalmente tranquilo, para que os grupos terroristas não possam afetá-lo", comentou Uribe a jornalistas na cidade de Barranquilla, no norte da Colômbia.

 

Aproximadamente 350 mil soldados e policiais se encarregarão de prevenir possíveis atentados. Os militares ainda terão o auxílio de mais de 11 mil vigilantes de segurança privada.

 

A maior fonte de risco está na guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que pode interferir no processo eleitoral de 78 dos 82 municípios documentados no relatório da Defensoria do Povo divulgado na quinta.

 

O documento da Defensoria detalha que a outra guerrilha ativa do país, o Exército da Libertação Nacional (ELN), pode afetar os comícios em 29 localidades, enquanto os novos grupos paramilitares, como os Los Rastrojos e os Águias Negras, representam risco para 52 municípios.

 

Apesar dos alertas, o ministro da Defesa, Gabriel Silva, comentou durante a semana que a campanha eleitoral no país está sendo a mais tranquila dos últimos 35 anos. Um decreto do governo no dia 24 de maio estabelece a "lei seca", que proíbe a venda e o consumo de álcool em todo o território nacional a partir da tarde desta sexta até a manhã de segunda.

 

O porte de armas também foi suspenso em todo o país a partir desta sexta até a quarta. As autoridades militares, porém, podem ampliar o prazo para prevenir alterações da ordem pública.

 

Candidatos

 

Os dois principais candidatos à presidência da Colômbia são Antanas Mockus, do Partido Verde, e Juan Manuel Santos, do Partido Social da União Democrática, ou Partido da U. Mockus já foi prefeito de Bogotá duas vezes, enquanto Santos já foi ministro do Comércio Exterior e da Defesa, além de ser respaldado por Uribe.

 

O pleito ocorre neste domingo, 30. As pesquisas de intenção de voto mostram Mockus e Santos praticamente empatados, o que os levaria para o segundo turno. O candidato do Partido Verde, porém, sairia como o vencedor da segunda disputa.

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