Uribe diz que vai libertar reféns sem afetar segurança do país

'Esforço para liberar seqüestrados não pode permitir que as Farc recuperem sua capacidade de seqüestrar'

Efe,

31 de janeiro de 2008 | 01h02

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou nesta quarta-feira, 30, que seu governo fará todos os esforços para libertar as 44 pessoas seqüestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Ele advertiu que essa meta vai ser alcançada sem afetar a segurança dos 43 milhões de habitantes do país. Uribe falou sobre os políticos, soldados, policiais e americanos seqüestrados pelas Farc num discurso a um congresso do grupo evangélico Missão Carismática Internacional. "Não podemos cair em enganos. O esforço para liberar os seqüestrados não pode nos levar ao engano de permitir, com decisões equivocadas, que os seqüestradores recuperem sua capacidade de seqüestrar", disse o chefe do Estado. "Vamos libertar estes 44 seqüestrados, sem permitir que 43 milhões de colombianos voltem a ser seqüestrados", acrescentou o presidente colombiano. Uribe lembrou que, "nos últimos dez anos, 750 pessoas seqüestradas pelos terroristas das Farc não retornaram para suas casas". As Farc querem trocar 44 reféns por cerca de 500 rebeldes presos. Porém, exigem que o Estado desmilitarize dois municípios do departamento de Valle del Cauca (sudoeste), condição que o Executivo não aceita. Entre os seqüestrados, encontram-se a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt.

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