Uribe é acusado de pôr Unasul em 'risco' com acordo de bases

Para explicar o acordo, Uribe fez viagem por países da região, que não incluiu o Equador nem a Venezuela

Efe,

17 de agosto de 2009 | 20h54

O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, afirmou nesta segunda-feira, 17, que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pôs "em perigo" a União de Nações Sul-americanas (Unasul) com sua viagem por sete países da região para explicar o acordo militar que permitirá aos Estados Unidos usar bases militares no país andino.

 

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O tratado, que foi rejeitado por vários dirigentes regionais, contempla o uso de até sete bases militares colombianas por parte de soldados americanos.

 

Para explicar os termos do acordo, Uribe fez uma viagem por sete países da região, que não incluiu o Equador nem a Venezuela, nações com as quais a Colômbia mantém tensas relações diplomáticas.

 

"O fato de Uribe ter reduzido ao plano do diálogo bilateral o tema das bases, excluindo Equador e Venezuela e, a princípio, se negando a discutir o tema no seio da Unasul, foi um passo atrás", afirmou Ponce em entrevista à revista "Vanguardia".

 

Para ele, a Unasul era o "palco natural" para tratar a polêmica, mas Uribe "quis ganhar tempo visitando unilateralmente os países", afirmou, e acrescentou que "o resultado foi pôr em perigo o espaço regional".

 

Ponce lembrou que em 28 de agosto os líderes do organismo sul-americano se reunirão em Bariloche, na Argentina, para debater a questão, e que o que acontecer ali vai ser "importante" para a região e servirá para "criar as melhores condições e tirar qualquer tipo de pretextos para que Uribe não participe".

 

Sobre as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sobre que esse acordo militar desperta "ventos de guerra", Ponce afirmou que o que existe é um conjunto de elementos, que "se forem conjugados são altamente perigosos".

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