Uribe e Santos se reúnem para discutir conflito com a Venezuela

País tentará provar na OEA presença de guerrilheiros em território venezuelano

Efe,

19 de julho de 2010 | 22h35

BOGOTÁ- O atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e o governante eleito, Juan Manuel Santos, se reuniram nesta segunda-feira, 19, para discutir assuntos de Estado, entre eles a difícil situação com Caracas após denúncias sobre a presença de líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Venezuela.

 

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Nenhum dos dois deu declarações à imprensa após a reunião, a segunda dentro do cronograma de transição. Algumas fontes, no entanto, afirmaram que, além do tema da Venezuela, Santos inteirou Uribe dos pormenores de seu giro pela Europa.

 

Uribe, por sua vez, detalhou o relatório que a Colômbia levará na próxima quinta ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) com o qual considera que provará a presença de quatro chefes das Farc e um do ELN em território Venezuelano.

 

O embaixador da Colômbia na OEA, Luis Alfonso Hoyos, chegou nas últimas horas ao país para apresentar as denúncias à organização.

 

Antes do encontro entre Santos e Uribe, o governo garantiu que apresentará ao órgão evidências "claríssimas" e "recentes" da presença de guerrilheiros na Venezuela.

 

"É contundente a evidência, claríssima e recente", disse a jornalistas o ministro de Defesa colombiano, Gabriel Silva, que enfatizou que as provas não são "coisa do passado".

 

Após as denúncias colombianas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, convocou seu embaixador em Bogotá para consultas, anunciou que não assistirá à posse de Santos, em 7 de agosto, e ameaçou que "poderia romper as relações" com o país vizinho.

 

Por sua vez, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, garantiu que a denúncia de Uribe sobre a presença de guerrilheiros na Venezuela não tenta criar dificuldades para o próximo governo.

 

As relações entre Bogotá e Caracas estão congeladas desde 28 de julho de 2009 por decisão do presidente venezuelano após a acusações colombianas de que haveria um suposto desvio de armas da Venezuela para as Farc. Chávez disse que tais alegações são "irresponsáveis".

 

As tensões aumentaram em outubro de 2009, quando a Colômbia assinou um acordo com os EUA que permite que os americanos utilizem instalações militares no território colombiano para combater o narcotráfico e o terrorismo. Chávez se opõe contundentemente ao acordo, principalmente por autorizar os soldados americanos a atuar tão perto de seu país.

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