Uribe encontra Lula para discutir bases dos EUA na Colômbia

Mais cedo, governo uruguaio se opôs às bases, mas prometeu não interferir em assuntos colombianos

06 de agosto de 2009 | 15h53

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, se reuniu na tarde desta quinta-feira, 6, com presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília para discutir a implementação de sete bases americanas na Colômbia. A viagem é a última escala da viagem de Uribe pela América do Sul. A reunião deve durar até o final da tarde.

Veja também:

'Farc atuam também na Venezuela', diz assessor de Obama

Mais cedo, o presidente colombiano se reuniu com o colega uruguaio, Tabaré Vasquez. Após o encontro, Montevidéu manifestou sua oposição ao estabelecimento e à existência de bases estrangeiras na América Latina, mas assinalou que respeita o princípio de não intervenção em países da região.

"Me sinto grato ao governo e ao povo uruguaios pelo diálogo", disse Uribe a jornalistas. O presidente evitou comentar sua versão para as bases americanas com a imprensa, e apenas agradeceu a conversa com o presidente uruguaio.

Lula havia dito na semana passada, em São Paulo, que a nova etapa da cooperação militar entre Washington e Bogotá deveria ser discutida pelos 12 países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em seu próximo encontro, marcado para o dia 10, em Quito, no Equador. Na ocasião, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, concordou com Lula, mas ontem, ao receber Uribe em Santiago, disse que a decisão que for tomada pela Colômbia será respeitada pelo Chile.

As visitas tiveram início na terça-feira, em Lima, no Peru, onde o presidente colombiano recebeu apoio de seu colega Alan García. Em seguida, ele foi a La Paz conversar com o presidente Evo Morales, que - como a Venezuela e o Equador - se opõe fortemente às bases americanas na região.

Enquanto Chile e Paraguai sinalizaram que o acordo é um assunto interno da Colômbia, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse, através de assessores, que os planos não contribuem "para a redução dos conflitos na América do Sul".

Uribe - que, na semana passada, anunciou que não irá ao encontro da Unasul - está visitando, desde terça-feira, 6 dos 12 países que compõem o bloco para explicar o acordo com os EUA.

Tudo o que sabemos sobre:
bases do EUAColômbiaUribeLulaUnasul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.