Uribe faz nova proposta para libertação de reféns das Farc

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe,ofereceu na quinta-feira a criação de um refúgio paranegociações de paz caso a guerrilha liberte os reféns quemantém há vários anos. As negociações entre o linha-dura Uribe e as Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc, mais antiga guerrilhaesquerdista do continente) estão paralisadas devido à exigênciados rebeldes pela desmilitarização de uma área onde ocorreriauma eventual troca de prisioneiros. A oferta de Uribe surge depois de o presidente encontrar umprofessor colombiano que atravessou o país a pé para chamar aatenção para a situação do seu filho, um soldado sequestrado háuma década pelas Farc. Milhares de pessoas se reuniram naquarta-feira para receber Gustavo Moncayo ao final de suas setesemanas de caminhada. "Se as Farc libertarem vítimas de sequestro com a ajuda dacomunidade internacional, então o governo vai aceitar uma zonapara 90 dias de negociações sobre alcançar a paz", disse Uribenum ato público em que foi ovacionado e vaiado. Sob o governo de Uribe, as Forças Armadas ocuparam áreasantes sob domínio das guerrilhas, mas as Farc ainda combatem emregiões rurais. Uribe, cujo pai foi assassinado pelas Farc durante umatentativa de sequestro na década de 1980, tem grandepopularidade graças à repressão à guerrilha, com apoio dos EUA.Mas está sob pressão de parentes de sequestrados e por causa deum escândalo que vincula alguns de seus aliados a gruposparamilitares de ultradireita. O drama dos reféns teve uma reviravolta dramática no mêspassado, quando 11 deputados regionais sequestrados há cincoanos foram mortos. O governo culpou as Farc, que por sua vezdisse que os reféns foram mortos durante uma tentativa deresgate militar. Entre os principais reféns está a ex-candidata a presidenteIngrid Betancourt. As Farc exigiram a desmilitarização de uma área do tamanhoda cidade de Nova York, o que Uribe rejeita, sob a alegação deque isso permitiria que a guerrilha se reagrupe. França,Espanha e Suíça tentam mediar a crise.

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