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Uribe não chega a acordo com indígenas para fim de protestos

Grupo exige reforma agrária, respeitando seus territórios, e o fim da violência contra a etnia no país

Associated Press e Reuters,

03 de novembro de 2008 | 07h47

Depois de mais de seis horas de debate, o presidente Álvaro Uribe e centenas de indígenas encerraram o domingo, 2, o diálogo sem chegar a um acordo para acabar com as marchas e protestos dos nativos. Os índios, que protagonizaram enfrentamentos com a política e fecharam uma importante rodovia nas últimas semanas, exigem a realização de uma reforma agrária, o respeito aos seus territórios e aos costumes de seus ancestrais e o fim da violência contra o grupo. Na reunião, foram discutidas as questões de direitos humanos, sobre o assassinato de vários indígenas, e sobretudo a doação de terras para o grupo. O presidente afirmou que representantes do governo continuarão as discussões. As caminhadas e manifestações começaram há três semanas e desencadearam enfrentamentos com a força pública, deixando ao menos três indígenas mortos e feriu gravemente vários policiais. Os indígenas acusaram a polícia de disparar e provocar a morte das vítimas no protesto, mas o governo - baseando se em informes forenses - assegurou que as duas mortes foram provocadas pela explosão de artefatos artesanais como as usadas pelas guerrilhas de esquerda. As autoridades denunciaram ainda rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estariam infiltrados nos protestos, versão negada pelos manifestantes, que afirmaram que o governo tenta os acusar de terrorismo. Uribe rechaçou a possibilidade de retirar a força pública das terras indígenas, por considerar que "na Colômbia não podem haver territórios vetados para as Forças Armadas". Apesar da falta de acordos concretos, as partes aceitaram a instalação de mesas de diálogo para tratar de temas pontuais do protesto e de buscar respectivas soluções. A Colômbia, que tem cerca de 44 milhões de habitantes, tem 85 etnias com pelo menos um milhão de indígenas, de acordo com as Nações Unidas (ONU). O grupo enfrenta o perigo de extinção como conseqüência do conflito interno que a mais de 4 décadas atinge o país e já fez milhares de vítimas.

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