Uribe não cita 'Tirofijo' e diz que trabalhará contra 'criminosos'

Presidente afirma não querer que reapareçam na Colômbia criminosos sob o pretexto de 'defender o povo'

Efe,

25 de maio de 2008 | 21h31

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse neste domingo, 25, após a confirmação da morte de "Tirofijo", o líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que seu governo deve "trabalhar muito para que não reapareçam criminosos". Sem mencionar o falecido Pedro Antonio Marín, também conhecido como "Manuel Marulanda Vélez", Uribe indicou que "agora o governo precisa pensar em trabalhar muito pelo povo colombiano para que na Colômbia não reapareçam criminosos, sob o pretexto de defender o povo". "Tirofijo" morreu no dia 26 de março de um infarto, segundo confirmou a própria guerrilha.  Veja também:'Alfonso Cano', o provável novo líder das FarcFarc confirmam morte de líder e fundador Manuel MarulandaPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Uribe formulou essa breve declaração aos jornalistas no marco de uma visita a localidade de Quetame (este de Bogotá), que foi atingida no sábado por um terremoto de 5,5 graus na escala aberta de Richter que pôde ser sentido no centro e no leste do país. As autoridades colombianas confirmaram que o terremoto causou 11 mortos, 54 feridos e destruiu mais de 400 casas, uma igreja e várias escolas.  "Alfonso Cano", cujo verdadeiro nome é Guillermo León Sáenz, um antropólogo colombiano quase sexagenário, provavelmente será o novo chefe máximo da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), informaram fontes militares.  O ministro do Interior e de Justiça colombiano, Carlos Holguín, declarou que com o falecimento o país se livra de uma das figuras que mais causou dano aos colombianos. Para Holguín, o líder das Farc foi um dos personagens que "mais mortes causou e mais dor levou ao território pátrio". A morte de "Tirofijo", como era conhecido, fora antecipada pelo ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, em uma entrevista à revista "Semana" publicada neste sábado em sua página da internet. Santos avaliou que o grupo insurgente atravessa "seu pior momento", e advertiu que os bombardeios "continuarão contra todos os chefes das Farc", ponto com o qual Holguín concordou. A morte de "Marulanda", segundo a guerrilha, foi em conseqüência de uma parada cardíaca - embora também se especule que ele possa ter morrido em um confronto dentro de seu acampamento, assinalou em entrevista coletiva o titular da Defesa. Acrescentou que gostaria que as Farc tivessem a dignidade de permitir uma autópsia para estabelecer as verdadeiras causas da morte. O governo de Uribe seguirá "avançando na eliminação das Farc e desse grupo terrorista de bandidos", indicou o ministro do Interior e de Justiça.

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