Uribe revê soltura de porta-voz das Farc; Interpol ordena prisão

Inteligência da Colômbia diz que Rodrigo Granda está em Cuba ou na Venezuela

REUTERS

04 de abril de 2008 | 18h46

A Colômbia anunciou na sexta-feira que vai rever a libertação de um ex-dirigente da guerrilha Farc, solto em 2007 a pedido da França, e a Interpol determinou sua prisão, para que responda pelo sequestro e assassinato da filha de um ex-presidente do Paraguai. Veja também:Irmã de Ingrid acusa Uribe de se aproveitar do estado da refémFilho de Ingrid pede que a mãe resista e que as Farc a libertemGuerrilha só libertará se houver troca de presosConheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região  O governo de Álvaro Uribe libertou Rodrigo Granda em junho, para que ele servisse como gestor de paz, função que acabou não desempenhando. "Libertamos Rodrigo Granda com problemas jurídicos bem complicados. Uma pergunta que é preciso se fazer é se está cumprindo os requisitos da lei, de que gozaria de liberdade para fazer gestão de paz, ou se simplesmente se reincorporou de novo ao crime", disse Uribe em um ato oficial. "É uma pergunta que os colombianos teremos de nos fazer nos próximos dias, que o governo tem de fazer, para ver que decisões vamos tomar", acrescentou. Granda divulgou na quinta-feira uma declaração em que descartou a libertação imediata da refém Ingrid Betancourt, supostamente muito doente após mais de seis anos de cativeiro. Ele disse que Betancourt, ex-candidata a presidente, só será solta em troca de guerrilheiros presos. Fontes de inteligência da Colômbia dizem que Granda está em Cuba ou na Venezuela. A ordem da Interpol (Polícia Internacional) significa que Granda pode ser preso em qualquer lugar do mundo. Ele foi capturado pela primeira vez em dezembro de 2004, na Venezuela, numa operação das autoridades colombianas que provocou uma grave crise entre os dois governos. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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