Uribe volta a cogitar possibilidade de concorrer ao 3.º mandato

'Presidente não pode ser apático', diz líder colombiano; 5 milhões pedem referendo para reeleição

Efe,

08 de setembro de 2008 | 18h08

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, deixou em aberto mais uma vez nesta segunda-feira, 8, a possibilidade de concorrer ao seu terceiro mandato por meio de um referendo, promovido por seus partidários. "O presidente não pode ser apático. Ele não pode estar dar as costas aos cidadãos nem pode abandonar responsabilidades", afirmou Uribe em entrevista à W Radio Colômbia.   Veja também: Popularidade de presidente Uribe cai para 78% na Colômbia 'New York Times' pede a Uribe que desista de reeleição Mais de 5 milhões assinam pedido para reeleger Uribe   Uribe poderá concorrer a um terceiro mandato caso as autoridades eleitorais e depois o Congresso aceitem o projeto de referendo, iniciado pelo Partido Social de União Nacional. A legenda foi feita para promover a reeleição do presidente no pleito de maio 2006, quando obteve um segundo mandato de quatro anos.   Mais de cinco milhões de assinaturas foram entregues ao organismo eleitoral da Colômbia solicitando a realização de um referendo para aprovar, ou não, a segunda reeleição do atual presidente Álvaro Uribe, informou a BBC. A coleta de assinaturas teve início em abril e foi encabeçada pelo secretário-geral do Partido Social de União Nacional, Luis Guillermo Giraldo. O parlamentar disse que as assinaturas são uma "mensagem" dos colombianos a Uribe para que o atual presidente "continue governando", afirmou Giraldo à imprensa local.   O chefe de Estado pôde se apresentar como candidato, com o apoio governamental, em virtude de uma reforma à Constituição, que proibia a reeleição presidencial. Agora, os seguidores de Uribe buscam a continuidade pela via do referendo, para o qual apresentaram à máxima organização eleitoral do país mais de cinco milhões de assinaturas de cidadãos que apóiam a iniciativa.   O líder colombiano reiterou que "não convém que o presidente queira se perpetuar", mas ao mesmo tempo afirmou que se preocupa com o futuro da segurança democrática, a política de luta antidrogas e contra os grupos armados ilegais que ativou ao chegar ao poder pela primeira vez em agosto de 2002.   Neste contexto, Uribe renovou o convite a seus compatriotas para que ponham em debate público o nome dos colombianos com capacidade para sucedê-lo e continuar com suas políticas em agosto de 2010.

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