Uruguai condena seis militares por homicídios cometidos durante ditadura

Penas variam entre 20 a 25 anos; homens respondem por 28 homicídios qualificados

Efe,

01 de julho de 2010 | 18h35

MONTEVIDÉU- Um tribunal de apelações do Uruguai confirmou nesta quinta-feira, 1, a sentença a penas de entre 20 a 25 anos de prisão para seis repressores por crimes de homicídio cometidos sob a ditadura que governou o país entre 1973 e 1985.

 

A confirmação ratifica as sentenças impostas em 2009 aos militares Jorge Silveira, Ernesto Ramas, Gilberto Vázquez e Luis Maurente, e aos policiais Ricardo Medina e José Sande Lima.

 

O Tribunal apontou os condenados como responsáveis por 28 homicídios qualificados, cometidos no marco da Operação Condor, uma cooperação entre várias ditaduras latino-americanas para eliminar opositores políticos.

 

Jorge Silveira, Gilberto Vázquez, Ernesto Ramas e Ricardo Medina, que atualmente cumprem pena em uma prisão uruguaia, serão extraditados à Argentina para esclarecerem sua atuação na penitenciária ilegal "Automotores Orletti".

 

No país vizinho, os quatro serão julgados pela prisão ilegal e tortura de 65 pessoas, seu envio clandestino ao Uruguai e pela morte de cinco delas durante o período ditatorial.

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