Ariel Palacios/AE
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Uruguai elege presidente e faz plebiscito neste domingo

Candidato do atual presidente Tabaré Vasquez, José Mujica segue na liderança das intenções de votos

Agência Estado e Associated Press,

24 de outubro de 2009 | 14h46

Os uruguaios voltam as urnas neste domingo na eleição presidencial que colocará à prova a continuidade do governo de esquerda Frente Ampla. Também será decido, nestas eleições, uma proposta para se anular uma lei que anistia as violações dos direitos humanos, na forma de plebiscito.

 

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O senador José Mujica, de 74 anos, é o candidato do presidente Tabaré Vasquez, da Frente Ampla. Sua candidatura está baseada na proximidade com os pobres e um discurso considerado populista pelos analistas políticos. O ex-presidente Luis A. Lacalle, de 69 anos, do Partido Nacional, de centro direita, busca um novo mandato em sua carreira política de mais de 50 anos. O candidato da oposição baseou sua campanha em propostas de um governo de "defende a soberania nacional" com pontos inegociáveis.

 

Mujica tem como candidato à vice-presidência o senador e ex-ministro da Economia, Danilo Astori, em quem se apoia para uma eventual nova administração da Frente Ampla. De acordo com as pesquisas, Mujica segue na liderança das intenções de votos, com preferência entre 46% e 47% e Lacalle possui de 30% a 33%. Os dois são os candidatos com maior possibilidade de vencer as eleições, que devem atrair cerca de 2,5 milhões de votantes no país.

 

Os outros candidatos são Pedro Bordaberry, do partido Colorado, e Pablo Mieres, do partido Independente. O vencedor das eleições sucederá ao presidente Vasquez em primeiro de março de 2010. Além de presidente e vice-presidente, as eleições uruguaias devem eleger também 99 deputados e 30 senadores.

 

Juntamente com a eleição dos cargos públicos, os eleitores deverão responder a duas consultas destinadas às reformas constitucionais. Uma das consultas será sobre a anulação de uma lei que anistia os acusados de violações aos direitos humanos. A outra seria para permitir que uruguaios vivendo no exterior possam participar das eleições que, se aprovada, será implementada a partir de 2014.

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