Uruguai pode levar à Justiça criminosos da ditadura

Plenário Nacional da Frente Ampla decidiu votar projeto para tornar sem efeito a Lei de Caducidade

Efe,

15 de maio de 2011 | 01h31

MONTEVIDEÚ - O Plenário Nacional da Frente Ampla (FA) do Uruguai ratificou neste sábado, 14, a decisão de votar um projeto interpretativo da Lei de Caducidade que pode deixá-la sem efeito e abrir as portas para julgar os violadores dos direitos humanos durante a ditadura (1973-1985).

 

Na reunião, que durou mais de oito horas, participaram delegados de todos os setores que integram a governante coalizão de esquerda, ministros de governo, legisladores e representantes das bases. Entre os presentes esteve a senadora Lucía Topolansky, esposa do presidente, José Mujica.

 

No meio da polêmica interna gerada nas últimas semanas, o Plenário Nacional "lembrou" aos legisladores da Frente Ampla, que são maioria tanto no Senado como na Câmara dos Deputados, que independentemente de suas posturas pessoais deverão votar o estipulado por "disciplina partidária", assinalaram fontes da coalizão.

 

Assim ficou estipulado entre os líderes dos principais setores da FA, integrada por socialistas, comunistas, ex-guerrilheiros Tupamaros, social-democratas e independentes, entre outros, com o presidente da coalizão, Jorge Brovetto.

 

No próximo dia 19 de maio a Câmara dos Deputados, onde a Frente Ampla tem 50 dos 99 membros, deve votar o projeto interpretativo da Lei de Caducidade.

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