Uruguaio admite envolvimento no 'escândalo da maleta'

Wanseele assume culpa no caso da mala com mais de US$ 800 mil que bancaria campanha de Cristina Kirchner

Agência Estado e Associated Press,

23 de abril de 2008 | 13h23

O uruguaio Rodolfo Wanseele declarou-se culpado por envolvimento no caso de uma maleta com quase US$ 800 mil (R$ 1,3 milhão) supostamente destinados à campanha eleitoral da atual presidente argentina, Cristina Kirchner. Wanseele afirmou ser culpado de atuar ilegalmente nos Estados Unidos como um agente do governo venezuelano.   O uruguaio era motorista e teria atuado como escolta durante uma reunião importante realizada na Flórida. O chamado "escândalo da maleta" foi a tentativa de contrabando de US$ 790 mil para a Argentina por meio do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson, supostamente para uso na campanha eleitoral de Cristina.   O dinheiro foi descoberto e confiscado pela alfândega argentina em setembro passado, e o fato levantou suspeitas sobre o destino desses fundos. Venezuelanos detidos pela polícia dos EUA em Miami afirmam que o dinheiro seria usado na campanha eleitoral de Cristina Kirchner em 2007.   O acusado, de 41 anos, pode pegar até dez anos de cadeia no caso. A sentença será divulgada no dia 14 de julho. Wanseele admitiu ter participado de uma operação tramada na Direção de Serviços de Inteligência e Prevenção (DISIP), o serviço de inteligência venezuelano.

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