Uruguaio procurado pela Operação Condor é preso na Argentina

Militar integra lista de 140 responsáveis por ditaduras na América Latina procurados pela Justiça italiana

Efe,

17 de março de 2008 | 14h09

Antranig Ohannessian, um dos militares uruguaios procurado pela Justiça italiana na chamada "Operação Condor" foi detido ao chegar ao aeroporto internacional da capital argentina, de acordo com fontes policiais. Conhecido como "O Armênio", Ohannessian foi capturado no aeroporto de Ezeiza pelo pessoal da Polícia de Segurança Aeroportuária, que não deu informação sobre o caso.   Ohannessian está em uma lista de 140 responsáveis por ditaduras militares latino-americanas cuja prisão foi solicitada pela Justiça italiana pela "Operação Condor", um plano de repressão coordenada implementado nos anos 1970.   Porta-vozes da delegação argentina da Interpol se limitaram a confirmar que o militar uruguaio foi preso em Ezeiza, sem indicar quando aconteceu a detenção e em que circunstâncias. Segundo os meios de comunicação locais, Ohannessian foi pego após chegar a Buenos Aires em um vôo procedente da cidade americana de Miami e de lá planejava seguir para Montevidéu.   Em dezembro do ano passado, o ex-militar uruguaio Néstor Jorge Fernández Troccoli foi detido na Itália, onde foram emitidas outras 139 ordens de detenção contra os responsáveis da "Operação Condor", estipulada pelas ditaduras que governaram Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Brasil e Bolívia nos anos 1970 e 1980.   A procuradoria de Roma, que abriu em 1998 a investigação, pediu a emissão das 140 ordens de detenção no marco de uma causa pelo desaparecimento de 25 cidadãos de origem italiana durante as ações repressivas efetuadas de modo coordenado no Cone Sul.   Inicialmente, a juíza do tribunal de Roma Luisanna Figliolia havia assinado 146 ordens de detenção para 61 argentinos, sete bolivianos, 13 brasileiros, 22 chilenos, sete paraguaios, quatro peruanos e 32 uruguaios. Dessa lista, no entanto, seis já faleceram. Na lista se encontram, entre outros, o ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla e o ex-responsável da Marinha argentina Emilio Massera, além do ex-presidente do Uruguai Juan María Bordaberry.

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