Alex Ibanez/Presidência do Chile/AP
Alex Ibanez/Presidência do Chile/AP

Urzua é primeiro mineiro a depor em investigação sobre acidente

Todos os 33 mineradores serão interrogados sobre o desabamento que os deixou presos

20 de outubro de 2010 | 21h13

SANTIAGO- O mineiro Luis Urzúa foi o primeiro dos 33 mineiros resgatados no norte do Chile a depôr nas investigações sobre a responsabilidade da empresa San Esteban no acidente que deixou o grupo soterrado por mais de dois meses. As informações são da agência de notícias AFP.

 

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Urzúa, chefe de turno dos trabalhadores no dia do acidente, líder do grupo durante o confinamento e o último a deixar a mina no dia do resgate, foi interrogado por mais de uma hora pelo procurador regional de Copiapó, Héctor Mella.

 

Mella disse a jornalistas que todos os mineiros serão interrogados e levados ao Serviço Médico Legal para ratificar que não têm lesões causadas pelo desabamento.

 

"A ideia é ter maiores antecedentes sobre a forma que a situação foi gerada ( o soterramento) e contar com as declarações deles de maneira direta", declarou o funcionário.

 

Para esta quarta, também está previsto o depoimento de Omar Reygadas. O resto do grupo será interrogado nos próximos dias.

 

Mella também investiga o acidente que amputou uma perna do mineiro Gino Cortez em julho na mesma mina. Duas denúncias foram apresentadas pelos familiares dos mineradores: uma pelo crime de "homicídio frustrado" e outra por prevaricação, já que as autoridades e os donos da mina teriam permitido a reabertura da mina sem que seus problemas de segurança fossem resolvidos.

 

Agora o procurador deve decidir se acata ou não essas denúncias que acusam o Serviço Nacional de Geologia e Minas (Sernageomin) - encarregado de fiscalizar a mineração - e os donos da Mineradora San Esteban, Alejandro Bohn e Marcelo Kemeny.

 

O Senageomin havia fechado a mina San José em 2007 após a morte de um funcionário, mas um ano depois autorizou sua reabertura.

 

Os resgatados relataram que pediram para deixar o local três horas antes do acidente após ouvirem ruídos, mas foram proibidos. A empresa nega.

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