Vargas Llosa e intelectuais aceitam debater com Chávez na TV

Criticado por escritor peruano que ficou retido em Caracas, líder venezuelano o convidou para 'Alô, Presidente'

Agência Estado e Associated Press,

29 de maio de 2009 | 19h18

Enrique Krauze, Mario Vargas Llosa e Jorge Castañeda aceitam debater com Chávez. Foto: Efe

 

CARACAS - O escritor peruano Mario Vargas Llosa, o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda e o historiador mexicano Enrique Krauze expressaram nesta sexta-feira, 29, a disposição de aceitar o convite feito pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para que todos debatam em seu programa televisivo.  "Se o presidente quer esse diálogo ele é bem-vindo, mas em condições de equidade", disse Vargas Llosa durante breve coletiva de imprensa, na qual esteve acompanhado por Castañeda e Krauze. Todos estão em Caracas onde participam de um fórum organizado por uma entidade privada que é opositora ao governo.

 

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Vargas Llosa afirmou que está disposto, junto aos intelectuais, a debater com Chávez no programa televisivo "Alô, Presidente" mas afirmou que só irá se for dada a todos "a possibilidade de nos expressarmos, de dizer o que pensamos, de criticar o que acreditamos seja passível de críticas."

 

"Seria muito saudável para a vida política da Venezuela", indicou o historiador mexicano sobre o debate. Krauze publicou no ano passado o livro "O Poder e o Delírio" no qual analisou o fenômeno político de Chávez. "Saúdo o senhor Vargas Llosa e aos demais que o acompanham e convido todos cordialmente a que venham debater conosco. Que se suas ideias são superiores, é certo que eles nos vencerão" no debate, disse Chávez.

 

O presidente venezuelano também se referiu ao incidente de quarta-feira, quando Vargas Llosa chegou a Caracas e ficou mais de uma hora retido na imigração. Situação similar passou o filho do escritor, o jornalista Alvaro, ao chegar à Venezuela em 25 de maio. Chávez negou que ambos tenham sido retidos no aeroporto e disse que existem pessoas que "começam a se apresentar como vítimas, como em um show. Outros ofendem antes de chegar (à Venezuela), começam a ofender e provocar."

 

"Águia não caça mosca" disse Chávez, ao subestimar as críticas dos intelectuais. "Eles vieram à Venezuela para aconselhar o povo venezuelano. Mas o povo venezuelano não precisa de conselhos porque nosso povo é culto", disse o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro.

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