Vazamento de vídeo do resgate é 'traição', diz Colômbia

Governo acusa de 'traição à pátria' militares que divulgaram imagens da operação de resgate de Ingrid

Efe e Reuters,

05 de agosto de 2008 | 14h51

O governo da Colômbia acusou nesta terça-feira, 5, de "traição à pátria" os militares que divulgaram um vídeo da operação na qual foram resgatados, em 2 de julho, 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, disse aos jornalistas que os responsáveis por vazar o material, divulgado na segunda-feira por um canal privado de televisão, já foram identificados e serão punidos.   Veja também: Assista ao vídeo do resgate  TV exibe vídeo do resgate de Ingrid O drama de Ingrid  Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região      O vídeo evidenciou que um dos militares usou o emblema do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) o tempo todo. O presidente colombiano Álvaro Uribe havia pedido desculpas à Cruz Vermelha, dizendo que o símbolo só foi usado na última hora, devido ao nervosismo do militar diante do perigo oferecido pelas Farc.   Uribe também condenou a divulgação das imagens pelo canal RCN. "É grave que integrantes das Forças Armadas vazem notícias de maneira clandestina e sem coordenação com seus superiores", acrescentou. "O presidente reitera a necessidade de permitir que todos os meios de comunicação tenham igual acesso às notícias mais importantes", afirmou um comunicado da Presidência.   A gravação ainda mostra detalhes do pouso na selva e a emoção de Betancourt, dos norte-americanos Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Howes e dos colombianos libertos. Santos também disse que os militares que atuaram como jornalistas na operação - para registrar a libertação dos reféns - utilizaram logotipos da emissora Telesur.

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.