Vejas as principais reações da crise diplomática colombiana

Brasil defende pedido de desculpas formal ao Equador; EUA apóiam direito de defesa de Bogotá contra as Farc

04 de março de 2008 | 09h27

A crise diplomática entre Colômbia, Equador, e Venezuela mobilizou a comunidade internacional pela solução do impasse provocado com a operação do Exército colombiano em território equatoriano que matou o número dois das Forças Armadas Revolucionáras da Colômbia (Farc), Raúl Reyes. Confira as principais reações: Brasil: País pediu que Colômbia faça um pedido formal de desculpas ao Equador e se comprometa a não voltar a invadir o território, afirmou o chanceler Celso Amorim. Brasil também defendeu que disputa seja mediada pela Organização dos Estados Americanos. A disputa "ameaça a paz na região", afirmou o ministroChile: presidente Michelle Bachelet disse que a Colômbia deve uma explicação ao Equador e a toda a região. Afirmou estar à disposição para ajudar a mediar conflitoArgentina: para chanceler Jorge Taiana, ataque de Colômbia ao Equador regionalizou o conflito. Com Brasil, Chile e México, país se ofereceu para mediar questãoMéxico: presidente Felipe Calderón disse que apoiará "qualquer ação que favoreça o diálogo"EUA: O porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey, afirmou que os EUA "apóiam o direito da Colômbia" de responder para defender-se das Farc e pediu um diálogo diplomático entre Bogotá e Quito. O porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Gordon Johndroe, qualificou de "estranha" a reação da Venezuela "aos esforços da Colômbia contra as Farc". As Farc "são uma organização terrorista que continua mantendo reféns colombianos, americanos e de outros países"Cuba: "Escutam-se com força no sul de nosso continente as trombetas da guerra, como conseqüência dos planos genocidas do império ianque", disse o ex-presidente cubano Fidel Castro em artigo publicado ontem no diário Granma. Fidel, amigo de Hugo Chávez e de Rafael Correa, acrescentou: "Nada de novo. Estava previsto." Ele lamentou o fato de Correa ter cancelado sua viagem a Cuba, onde participaria de um seminário sobre globalizaçãoFrança: O chanceler Bernard Kouchner lamentou a morte de Raúl Reyes, afirmando que número 2 das Farc era o contato da França nas negociações para tentar obter a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt. "É uma má notícia que o homem com quem conversávamos, e tínhamos contato, tenha sido morto"Itália: O chanceler Massimo D'Alema manifestou sua "perplexidade e preocupação" pela incursão armada colombiana contra as Farc no território equatorianoPeru: Presidente Alan García afirmou que, apesar de a luta colombiana contra ações terroristas exigir decisões difíceis, a incursão colombiana ao Equador "violou as normas internacionais". Para García, Bogotá deve desculpas ao país vizinhoUruguai: Governo afirma ter pedido à Argentina uma reunião extraordinária de chanceleres do Mercosul para discutir a disputavar keywords = "";

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