Vendas de carros blindados disparam no México

Carros blindados e coletes à prova de balas não são de uso exclusivo para agentes do governo, executivos estrangeiros e super-ricos no México. Com a Guerra do narcotráfico se espalhando pelo país, houve um disparo nas vendas desses artigos.

LUIS ROJAS, REUTERS

29 de dezembro de 2010 | 16h55

As vendas de veículos blindados subiram 20 por cento este ano, o mais violento da guerra do governo contra os cartéis de drogas, que já dura quatro anos. Foram vendidas 1.900 unidades, de acordo com a Associação Mexicana de Veículos Blindados.

Em uma oficina na Cidade do México, mecânicos estavam ocupados instalando vidros à prova de balas e placas metálicas em veículos de luxo a sedãs de famílias humildes.

"Há alguns anos, os blindados eram para empresários ricos ou famílias poderosas do México. Hoje, a variedade de clientes aumentou, porque gente comum agora sente os mesmos riscos", disse Fernando Echeverri, que comanda a empresa Ballistic, dona da oficina.

A guerra entre cartéis rivais e forças de segurança só está piorando e já matou mais de 33 mil pessoas desde o final de 2006, deixando os cidadãos comuns em estado de medo constante, especialmente com o aumento de mortes de civis em cidades do norte, como Monterrey e Ciudad Juárez.

As autoridades dizem que a vasta maior parte da violência relacionada com as drogas não é dirigida a cidadãos comuns, mas os sequestros e extorsões estão atingindo famílias de classe média.

E enquanto os veículos blindados mais sofisticados, que custam mais de 120 mil dólares, estão fora do alcance dos consumidores da classe média, a proteção mais econômica, incluindo as roupas à prova de balas, vende abundantemente.

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