Arquivo/AP
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Venezuela acusa empresa de alimentos de sabotagem

Chávez, que já estatitizou dezenas de companhias, ameaçou tomar medidas contra grupo alimentício

Reuters,

19 de fevereiro de 2010 | 19h47

A Venezuela acusou nesta sexta-feira, 19, de sabotagem o grupo Empresas Polar, um dos maiores de alimentos e bebidas do país, e ameaçou tomar medidas contra a companhia em um país na qual boa parte da indústria foi nacionalizada.

 

O presidente Hugo Chávez, imerso em uma campanha para as eleições legislativas de setembro em meio a uma baixa de sua popularidade, estatizou dezenas de empresas, desde multimilionários projetos petroleiros e cemitérios até frigoríficos e uma fabricante de joias.

 

"Estão bravos e querem sabotar, cuidado (Lorenzo) Mendoza (presidente da Polar), porque se você continuar assim, posso tomar uma decisão de que você não vai gostar nada com respeito a toda a Polar. Não tenho nenhum problema", disse Chávez em uma reunião ministerial transmitida pela televisão.

 

A empresa tem uma participação acionária na Cativen, unidade de varejo Casino, com a qual o mandatário se associou para nacionalizar os hipermercados Exito e os supermercados Cada.

 

"Estão bravos porque nós estamos fazendo um acordo com os franceses para assumir toda a Cativen e a Polar vai ficar por fora, estão bravos e querem sabotar, cuidado Mendoza", advertiu o presidente.

 

"Tenho informações de que alguns dos gerentes da Polar estão colocando travas para fornecer alimentos aos hipermercados Bicentenário (antes Almacenes Exito)", acrescentou.

 

As empresas Polar, controladas por uma proeminente família venezuelana, fabrica alimentos, cervejas, refrescos e bebidas não gasosas.

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