Venezuela adverte a ONU sobre possível agressão militar estrangeira

Embaixador venezuelano na ONU se reuniu com Ban; EUA negaram planejar ataque à Venezuela

AP,

26 de julho de 2010 | 18h34

NOVA YORK- O embaixador venezuelano na ONU advertiu o órgão nesta segunda-feira, 26, que situação gerada pela atual crise entre a Venezuela e a Colômbia é "perigosa" e as probabilidades de uma agressão militar estrangeira contra Caracas são as mais altas nos "últimos 100 anos".

 

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Jorge Valero, delegado permanente da Venezuela nas Nações Unidas, se reuniu por meia hora com o secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, a quem entregou uma carta na qual explica as razões de seu país para romper as relações diplomáticas com a Colômbia.

 

Segundo o diplomata, Bogotá "se nega a buscar qualquer mecanismo de diálogo" e o governo do presidente Álvaro Uribe prepara uma "política de guerra" na região junto aos Estados Unidos.

 

Em uma coletiva de imprensa após o encontro com o máximo representante da ONU, Valero disse que pediu a Ban que compartilhe a carta entre os membros do organismo.

 

O governo dos Estados Unidos, por sua vez, afirmou que não planeja nenhuma ação militar contra a Venezuela, após as ameaças do presidente Hugo Chávez de cortar o fornecimento de petróleo aos EUA caso Washington e Bogotá ataquem seu país.

 

O governo da Venezuela "não deveria estar em nenhum tipo de alerta relacionado aos Estados Unidos. Não temos nenhuma intenção de realizar ações militares contra a Venezuela", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, em sua coletiva de imprensa diária.

 

No domingo, Chávez cancelou a viagem que faria a Cuba para participar das comemorações do Dia da Rebeldia Nacional por causa da situação tensa vivida com a Colômbia. O presidente já ameaçou cortar o fornecimento de petróleo aos EUA várias vezes, mas nunca cumpriu suas advertências.

 

Na semana passada, Chávez cortou as relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o embaixador colombiano na OEA denunciou ao organismo a presença de 87 acampamentos de rebeldes colombianos e a presença de 1,5 mil soldados das Farc em território venezuelano. Caracas rechaçou a acusação.

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