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Venezuela afirma que fronteira com Colômbia está 'normal'

A violação do território do Equador por tropas colombianas levou Chávez a fechar a Embaixada em Bogotá

EFE,

08 de março de 2008 | 14h29

O ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez, disse que a situação na fronteira com a Colômbia "já voltou ao normal", após dar por superada a crise entre os dois países, Equador e Nicarágua.  "A situação na fronteira tende a se normalizar nas relações comerciais, em relação ao comércio exterior, em relação ao fornecimento de gasolina, tudo tende à normalidade; melhor que isso, não é que tende a se normalizar, já voltou ao normal", disse em entrevista coletiva para tratar de outros assuntos internos. Depois que os presidentes dos quatro países esclareceram suas diferenças na sexta-feira, 8, na República Dominicana, as medidas venezuelanas de restrição ao comércio com a Colômbia foram suspensas, destacou. Isso será detalhado em breve pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e pelos funcionários da área de comércio exterior, acrescentou Rodríguez, sem dar mais detalhes, mas destacou que as medidas de restrição comercial "já estão sendo desfeitas". O ministro do Interior venezuelano minimizou um incidente registrado na tarde de sexta-feira em um ponto da fronteira, com a incursão de um veículo policial venezuelano em território colombiano, e afirmou que "tudo já foi esclarecido, tudo está sob controle". Após o incidente, que por causa da crise admitiu a princípio ter "outra conotação", Rodríguez disse ainda na sexta-feira que "esses incidentes acontecem com freqüência", envolvem forças dos dois países e ocorrem "por erro, omissão ou distração". Sobre os quase US$ 6 bilhões gerados no ano passado pela troca comercial entre Colômbia e Venezuela, montante sobre o qual foi cogitada uma queda brusca, o ministro disse que, após o fim do conflito, "isso vai melhorando a cada dia" e que a solução da crise dará "maior estabilidade e segurança aos lares venezuelanos". "Realmente notamos um clima de tranqüilidade, de confiança, de normalidade no país após a diminuição das tensões surgidas com o incidente diplomático", declarou. A violação do território do Equador por tropas colombianas em uma ação armada contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) levou Chávez a fechar a Embaixada em Bogotá, expulsar os membros da representação colombiana em Caracas, reforçar militarmente a fronteira comum e adotar uma série de restrições comerciais. "Nós não chegamos ao rompimento (de relações) de maneira formal, mas irei (a Caracas) e me reunirei com meu chanceler, com o ministro da Defesa, e vamos começar a realizar uma desescalada e esperar que as águas voltem a seu curso", disse Chávez após o final da Cúpula do Grupo do Rio, na República Dominicana, de onde seguiu para Cuba. Caracas "retomará o caminho da paz, do diálogo, dos investimentos conjuntos (...); precisamos continuar com o comércio, principalmente com a Colômbia", declarou.

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