Venezuela apresentará proposta de paz à Colômbia na Unasul

Chanceler venezuelano condicionou reaproximação entre os dois países ao fim das 'acusações temerárias'

Efe,

25 de julho de 2010 | 20h38

CARACAS- O ministro de Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo, 25, que seu país apresentará uma proposta de paz à Colômbia na reunião de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), convocada para a próxima quinta-feira, em Quito.

 

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"Nós vamos levar a posição de paz proposta pela Venezuela para a Colômbia", antecipou Maduro, em declarações à imprensa colombiana na cidade venezuelana de San Antonio del Táchira.

 

Maduro visitou a cidade na fronteira entre os dois países ao mesmo tempo em que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), de Hugo Chávez, se mobilizava em favor da normalização das relações bilaterais.

 

O chanceler também afirmou que o governo venezuelano estará pronto para trabalhar com as novas autoridades colombianas se prevalecer o "respeito" e "cessarem as acusações temerárias".

 

Maduro disse que as novas relações entre os dois países devem excluir "as acusações falsas, porque a guerra colombiana é um assunto da Colômbia que eles exportaram durante 60 anos".

 

 

O diplomata venezuelano considerou que a "política de guerra" do atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, "que obedece ordens do Pentágono", não resolverá o problema interno do país vizinho.

 

"A guerra da Colômbia não será resolvida com mais guerra. Será resolvida com um processo de negociação e um plano de paz. E a América do Sul deve construir esse plano para salvar a Colômbia", disse Maduro.

 

O ministro qualificou de "perigosos" os dias que faltam para que Uribe deixe o poder, em 7 de agosto, já que existe "uma ameaça de agressão que está sendo planejada no Pentágono".

 

"Faltam poucos dias para a saída desse governo criminoso, poucos dias, mas perigosos, por isso pedimos ao povo que esteja atento frente à ameaça de agressão que está sendo planejada no Pentágono para ser executada por Uribe", disse Maduro.

 

O ministro insistiu em que "a vocação máxima do governo bolivariano é construir" com o novo Executivo da Colômbia "relações de respeito e colaboração acima de diferenças ideológicas", visando ao bem dos povos.

 

Chávez rompeu as relações diplomáticas da Venezuela com a Colômbia em resposta às denúncias apresentadas pelo embaixador colombiano na Organização de Estados Americanos (OEA) sobre a presença de rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano.

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