Venezuela congela bens de líder oposicionista

A Justiça venezuelana congelou o patrimônio do principal líder oposicionista do país, Manoel Rosales, que está foragido devido a acusações de corrupção lançadas pelo governo esquerdista do presidente Hugo Chávez, disseram autoridades na sexta-feira.

REUTERS

17 de abril de 2009 | 18h10

Um tribunal de Caracas atendeu a um pedido do Ministério Público para congelar os bens de Rosales, ex-candidato a presidente e hoje prefeito da cidade de Maracaibo, a segunda maior do país, de acordo com a procuradora-geral Luisa Ortega. Rosales é acusado de enriquecimento ilícito.

Ela fez um apelo para que Rosales deixe seu esconderijo e compareça à audiência preliminar de segunda-feira, quando a Justiça pode decretar sua prisão preventiva. Ainda não há data para o início do julgamento.

Ortega disse não ter evidências comprovando os rumores de que Rosales teria deixado o país.

Críticos de Chávez dizem que Rosales é alvo de uma caça às bruxas, enquanto simpatizantes do governo afirmam que se trata de um caso comum de corrupção.

As autoridades dizem que o político não foi capaz de explicar a origem de cerca de 60 mil dólares dos seus rendimentos na época em que era governador do Estado de Zulia, grande produtor de petróleo.

(Reportagem de Brian Ellsworth)

Tudo o que sabemos sobre:
VENEZUELAOPOSICAOCONGELA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.