Venezuela dá instruções para resgate de reféns das Farc

Ministério afirma que mecanismos necessários para a ação serão estabelecidos nos próximos dias

REUTERS

06 de fevereiro de 2008 | 11h04

O governo venezuelano deu instruções aos organismos envolvidos no resgate dos três reféns que as Farc prometeram libertar e entregar ao presidente Hugo Chávez ou a uma delegação designada por ele, disse em comunicado na terça-feira o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela. Veja também:  Bento XVI diz que reza pela libertação de Ingrid Betancourt As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), maior guerrilha colombiana, anunciaram no sábado à noite que libertariam os ex-parlamentares Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán Cuellar, por seu delicado estado de saúde. A guerrilha prevê a entrega dos reféns a Chávez ou à senadora colombiana Piedad Córdoba. "Já foram dadas as instruções aos organismos envolvidos para que nos próximos dias, em coordenação com as autoridades colombianas, sejam estabelecidos os mecanismos necessários para trasladar os seqüestrados a território venezuelano, uma vez que se tenham as coordenadas", disse o chanceler Nicolás Maduro, citando no comunicado. Maduro reuniu-se na noite de segunda-feira com os parentes dos ex-parlamentares colombianos em Caracas e reiterou o compromisso do governo venezuelano com a "paz" e "concordância" da Colômbia, que já anunciou seu apoio à entrega dos seqüestrados. Os familiares acreditam, no entanto, que a libertação dos reféns será mais rápida do que a de Clara Rojas e Consuelo González, anunciada para o fim do ano passado, mas realizada em janeiro. O presidente colombiano afirmou na terça que está disposto a facilitar libertação unilateral dos reféns. "O governo dá as boas-vindas a qualquer libertação unilateral de seqüestrados das Farc, e estaremos dispostos a facilitá-la", assinalou Uribe. A guerrilha entregou no início de janeiro na selva colombiana Clara e Consuelo, em uma missão liderada por Chávez e da qual participou a senadora Córdoba. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, principal aliado dos Estados Unidos na América Latina, suspendeu em novembro os esforços de mediação realizados por Chávez com o objetivo de que fossem trocados 40 reféns políticos mantidos pelas Farc por cerca de 500 rebeldes presos. As relações da Colômbia com a Venezuela entraram em um período de crise após o anúncio do governo colombiano. As Farc mantêm reféns 44 pessoas, entre as quais a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, de cidadania franco-colombiana, e três norte-americanos.

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