Zurimar Campos/Miraflores/EFE
Zurimar Campos/Miraflores/EFE

Venezuela diz que deteve outros 3 envolvidos em atentado contra Nicolás Maduro

Entre os presos está um coronel aposentado; outras 28 pessoas foram presas desde o ataque

EFE

24 Setembro 2018 | 03h44

CARACAS - O governo da Venezuela informou neste domingo, 23, que deteve outros três supostos envolvidos no atentado contra o presidente Nicolás Maduro, em 4 de agosto, entre eles um coronel aposentado.

Em entrevista coletiva, o ministro de Comunicação venezuelano, Jorge Rodríguez, disse que os órgãos de segurança detiveram Henryberth Emmanuel Rivas Vivas, Angela Lisbeth Expósito Carrillo e o coronel aposentado Ramón Santiago Velasco García. As prisões aconteceram durante a última madrugada.

De acordo com o ministro, Vivas faria um vídeo do "assassinato do presidente" e Angela é acusada de escondê-lo em sua casa. García, por sua vez, foi detido com a acusação de ajudar a levar Vivas até a fronteira com a Colômbia, onde está o deputado Julio Borges, acusado de ser o autor intelectual da ação.

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Na entrevista, o ministro mostrou vídeos da "confissão" de Vivas e de Angela. No material, Vivas disse que foi levado à Colômbia, onde recebeu um suposto treinamento para o atentado e teve contato com o "chefe de migração" do país, que não teve o nome mencionado. Em outra gravação, ele afirmou que, após o ataque, teve contato com uma pessoa, que também não teve o nome mencionado, que estava na Espanha, e que supostamente disse que ele seria levado à embaixada do Chile em Caracas.

Rodríguez mostrou ainda um material de Angela, que, de acordo com a ONG Foro Penal, é espanhola, no qual ela diz ter recebido Vivas em sua casa sem saber que ele era procurado pelas autoridades venezuelanas. Segundo o Foro Penal, Angela é diretora de uma ONG de proteção aos animais e cuidava dos cães de algumas pessoas procuradas por "causas políticas".

Desde de o atentado contra o presidente da Venezuela, 28 pessoas foram presas, conforme informou o ministro de Comunicação, entre eles está o deputado opositor Juan Requesens. /EFE

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