Venezuela é acusada de forjar prova de plano para assassinar Maduro

Autoridades venezuelanas usaram e-mails forjados para acusar adversários do governo de tramar para matar o presidente do país, Nicolás Maduro, de acordo com uma empresa de investigação particular contratada por um dos acusados.

REUTERS

02 de julho de 2014 | 20h30

Em maio, líderes do partido governista disseram que um grupo de críticos ardorosos do governo estava se preparando para “aniquilar” Maduro, parte de um plano golpista, mostrando imagens de e-mails que afirmaram serem prova do complô.

As imagens dos e-mails revelaram “muitas indicações de manipulação do usuário”, segundo o relatório divulgado na terça-feira pela Kivu Consulting.

Registros obtidos do Google sob intimação também mostraram que mensagens atribuídas ao consultor Pedro Burelli jamais foram enviadas, acrescenta o relatório.

“Os e-mails... claramente são falsificações e não refletem imagens reais da tela do computador”, diz o documento. "Não há prova da existência de quaisquer e-mails entre as contas de e-mail de Pedro Burelli no Google e os supostos destinatários nestas datas.”

Burelli, cujos advogados são usuários dos serviços da Kivu, chamaram as acusações de “farsescas e difamatórias”. O Ministério da Informação não respondeu a telefonemas pedindo comentários sobre o assunto.

Autoridades do partido haviam dito que críticos do governo, incluindo Bunelli, a ex-deputada da oposição Maria Corina Machado e o antigo presidenciável Diego Arria faziam parte do plano.

Os supostos conspiradores negaram as acusações.

(Reportagem de Eyanir Chinea e Brian Ellsworth)

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