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Venezuela emite ordem de prisão internacional contra opositor

Pedido ocorre porque Rosales 'não tem vontade de submeter-se a processo'; prefeito chama Chávez de 'covarde'

AP e Reuters,

22 de abril de 2009 | 16h52

O Ministério Público da Venezuela informou nesta quarta-feira, 22, que um tribunal do país emitiu uma ordem de prisão internacional contra o prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales. O líder oposicionista está atualmente em Lima, onde pediu asilo político. A corte pediu apoio da Interpol e da polícia para deter Rosales. Segundo o Ministério Público, o pedido ocorreu pois Rosales "demonstrou não possuir vontade de se submeter ao processo contra ele", no qual é acusado de enriquecimento ilícito.

 

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O anúncio ocorreu depois que Rosales falou à TV da oposição venezuelana, chamando o presidente Hugo Chávez de "covarde" e "ditadorzinho" em uma mensagem desde Lima, onde ele busca asilo político alegando sofrer perseguição na Venezuela. O tribunal que julga as acusações de enriquecimento ilícito contra Rosales disse ter pedido sua prisão depois que ele não compareceu em uma audiência preliminar sobre o caso e voou para o Peru.

 

A Justiça justificou a medida contra Rosales, também ex-candidato à presidência, por considerar que ele "não contribuiu com sua conduta à boa administração da justiça, e a celeridade do processo é obrigação do juiz". O tribunal de Caracas enviou ofícios à polícia judicial, ao chefe da Polícia Internacional (Interpol), entre outros órgãos, para que capturem o prefeito, afirma o texto.

 

Rosales reclama de perseguição pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que o derrotou nas últimas eleições nacionais. Promotores dizem que o opositor, a face mais visível da dividida oposição do país, não pôde explicar a fonte de US$ 60 mil que juntou quando era governador do Estado petrolífero de Zulia.

 

Uma campanha publicitária da TV estatal o acusa de ser dono de mansões e de shopping centers em Miami. Líderes oposicionistas afirmam que o caso mostra um uso seletivo da Justiça destinado a enfraquecer a oposição. Simpatizantes de Chávez classificam o processo como uma simples investigação de um caso de corrupção.

 

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