Venezuela entrega nota de protesto por 'incursão ilegal'

Washington, contudo, continua negando invasão de espaço aéreo do país de Chávez

Efe,

11 de janeiro de 2010 | 19h49

A Venezuela entregou nesta segunda-feira, 11, às embaixadas dos Estados Unidos e Holanda uma 'nota de protesto' pela "incursão ilegal" no espaço aéreo venezuelano de um avião militar norte-americano na última sexta-feira, 8, que já foi negada por Washington.

 

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O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que a "incursão ilegal" de um artefato de guerra guardado na ilha holandesa de Curaçau foi detectada na última sexta  pelos "modernos equipamentos" da Aviação Bolivariana, que enviou dois aviões F-16 para interceptar a aeronave norte-americana.

 

"Os pilotos venezuelanos atuaram com muita clareza, decisão e prudência ante uma incursão que só responde a um fim: tentar provocar algum tipo de indicente com nosso país", declarou o chanceler a emissora VTV, da rede estatal de televisão.

 

Minutos antes, o ministro conselheiro da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, John Caulfield, disse aos jornalistas que "nenhum avião militar norte-americano violou o espaço aéreo (venezuelano) nos últimos dias".

 

Na última sexta, Hugo Chávez denunciou a violação do espaço aéreo de seu país por um avião militar norte-americano durante 15 minutos, durante os quais os dois F-16 venezuelanos teriam o interceptado. Ainda assim, segundo o presidente, a aeronave teria voltado e permanecido mais 19 minutos em espaço aéreo venezuelano.

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