Venezuela está pronta para responder a 'qualquer ataque' da Colômbia

Tropas da fronteira já estão em alerta máximo, conforme Chávez anunciou na quinta

Reuters

23 de julho de 2010 | 13h49

CARACAS - O Exército da Venezuela avisou a Colômbia nesta sexta-feira, 23, que está pronto para responder a qualquer ataque. A declaração foi feita apenas um dia depois de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciar o rompimento de relações com o vizinho e colocar a guarda da fronteira em alerta máximo. A situação na fronteira, no entanto, está tranquila.

 

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O ministro da Defesa da Venezuela, Carlos Mata, disse à população por meio de um comunicado na televisão que as tropas nacionais estão prontas para lidar com qualquer ação de Bogotá. "O povo venezuelano e o governo colombiano devem saber que as Forças Armadas Bolivarianas Nacionais, como provedoras da segurança do país, responderão firmemente se qualquer força estrangeira tentar violar nosso solo sagrado", disse.

 

Mata declarou ainda que o Exército, que mantém cerca de 20 mil soldados nos mais de 2.200 quilômetros de fronteiras com a Colômbia, está "preparado para operações", evidenciando o "alerta máximo" que Chávez proclamou na noite da quinta-feira. Não há, porém, relatos de atividade militar na região.

 

O ministro fez o comunicado fardado e com diversos comandantes do Exército ao seu lado. O ministro da Defesa declarou "lealdade inabalável" a Chávez e deu o severo aviso ao governo colombiano. Reproduzindo as palavras do presidente, ele rejeitou o que Bogotá chamou de "agressão" venezuelana.

 

Mata ainda criticou os EUA, citando o acordo do país com a Colômbia no ano passado que permite a presença das tropas americanas no território colombiano. "São eles que estão colocando a segurança do nosso hemisfério em risco", disse.

 

A Colômbia denunciou a presença de chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (ELN) na Venezuela. Na quinta, Bogotá apresentou imagens de 1,5 mil supostos guerrilheiros em território venezuelano.

 

As acusações levaram ao acirramento das tensões entre os vizinhos sul-americanos. O presidente da Venezuela anunciou o rompimento das relações com Bogotá e advertiu sobre o risco do presidente colombiano, Alvaro Uribe, optar por uma ação armada contra a Venezuela.

 

Analistas dizem que um conflito armado entre as nações vizinhas é pouco provável, embora Venezuela e Colômbia estejam entre os países com maior poderio militar da América do Sul e vivam a tensão sobre as guerrilhas, tráfico de drogas e a segurança da fronteira há anos.

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