Venezuela iniciará trâmites para libertação de reféns

Farc anunciaram no domingo a libertação de Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán

EFE

04 de fevereiro de 2008 | 03h56

O Governo venezuelano anunciou nesta segunda-feira que iniciará imediatamente os trâmites oficiais para "concretizar em condições seguras" a libertação de três reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se comprometeram a soltar. Em comunicado, o Executivo de Caracas pediu que a Administração da Colômbia "contribua" para a libertação dos ex-congressistas Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, anunciada pela guerrilha em um documento divulgado no domingo. O Governo venezuelano também pediu ao Executivo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que "impeça qualquer manobra que os inimigos da paz possam tentar fazer, colocando em risco a libertação e, ao mesmo tempo, em perigo as vidas de pessoas inocentes". A Administração do governante venezuelano, Hugo Chávez, cumprimentou "o gesto de boa vontade" que, em sua opinião, constitui o anúncio do grupo sobre a libertação dos três ex-congressistas colombianos, seqüestrados em 2001. No comunicado, assinado pelo ministro da Secretaria da Presidência, Jesse Chacón, o Governo de Caracas agradeceu à guerrilha colombiana por "ter sido considerado, mais uma vez, um interlocutor confiável e respeitado para levar em frente" o processo de libertação dos seqüestrados. "A Venezuela toda avalia o fato de que as Farc continuem motivadas para obter uma troca humanitária, que constitui um passo firme e definitivo para a paz na Colômbia e em toda a região", indicou o comunicado oficial. O Governo venezuelano "mantém seu compromisso permanente e irrestrito com a paz e reitera sua disposição para contribuir na construção do caminho em direção à concórdia para nosso irmão povo colombiano", acrescentou a carta. No comunicado divulgado domingo na Colômbia as Farc não fixam data para a libertação dos três ex-congressistas nem mencionam se a Cruz Vermelha Internacional participará da operação.

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