Venezuela lança livro sobre 'mentiras' de ataque contra Reyes

Obra diz que 'supercomputador' sobreviveu ao ataque colombiano, mas não o dono; distribuição será gratuita

Ansa,

11 de junho de 2008 | 11h24

Um livro que enumera as "mentiras" contidas nos computadores que, segundo o governo colombiano pertenciam ao dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Raúl Reyes, tomados como base para fazer acusações ao Equador e a Venezuela, será distribuído gratuitamente pelo governo de Caracas, segundo foi anunciado oficialmente nesta quarta-feira, 11.   Veja também: Colômbia intercepta plano das Farc de atentado contra Uribe Ex-refém diz que Farc podem entregar seqüestrados a LulaMapa da influência de Chávez na AL  Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     O livro, intitulado As mentiras do supercomputador, inclui artigos de jornalistas e intelectuais venezuelanos e de outros países. Ele sustenta que a versão da descoberta dos supostos computadores de Reyes e toda a informação contida neles constituem "a farsa do milênio, montada por Uribush", ou sejam pelos presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e dos Estados Unidos, George W. Bush.   "O governo colombiano afirma diante do mundo que três computadores do insurgente Raúl Reyes conseguiram algo que seu dono não conseguiu: sobreviver às bombas", diz o livro. O livro ainda ironiza: Reyes "digitou 66 milhões de horas para produzir 40 milhões de páginas do 'Word'. O supercomputador estava ligado a uma árvore de 110 volts e sobre a árvore havia uma antena de banda larga". O livro foi publicado com patrocínio do Ministério das Comunicações e Informação, que anunciou a distribuição gratuita.   Reyes morreu em 1º de março no Equador, quando a Colômbia atacou um acampamento das Farc, ação que desencadeou uma crise regional até hoje não superada. O governo colombiano, através de pronunciamentos, oficiais ou não, publicados pela imprensa nacional e internacional, disse que há nos computadores provas de cumplicidade dos governos do Equador e da Venezuela com as Farc.

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