Venezuela lança míssil pela primeira vez a partir de caça russo

Ministério da Defesa anuncia exercício militar no mesmo local em que avião americano violou espaço aéreo

Efe,

06 de junho de 2008 | 14h18

O governo venezuelano lançou nesta sexta-feira, 6, pela primeira vez, um míssil a partir de um caça Sukhoi-30, em um exercício militar para demonstrar a capacidade operacional e defensiva da Força Armada Nacional, afirmou o ministro da Defesa, general Gustavo Rangel Briceño.    Veja também:   EUA admitem violação de espaço aéreo da Venezuela   O exercício, que incluiu o lançamento de outro míssil a partir de um patrulheiro litorâneo e uma bomba teleguiada, foi realizado na ilha La Orchila. Em 17 de maio, esse local foi sobrevoado sem permissão por um avião dos Estados Unidos, o que gerou uma "nota de protesto" de Caracas a Washington pela "violação de seu espaço aéreo". A manobra de ativar um míssil a partir de uma embarcação não era realizada na Venezuela há 13 anos, declarou aos jornalistas o comandante-geral da Marinha, almirante Zahim Quintan.   Os dois projéteis foram disparados no marco da chamada Manobra Conjunta Pátria Socialista 2008, realizada no Polígono Naval da Base Antonio Díaz de La Orchila, no Caribe venezuelano, transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV). Briceño ressaltou que, "pela primeira vez", a Venezuela lançou um "míssil KH-59 a partir de um avião caça Sukhoi-30", com a previsão de atingir um alvo constituído de "duas naves à deriva".   O exercício militar, considerado como "bem-sucedido" pelas Forças Armadas venezuelanas, deixou evidente "toda a capacidade operacional e de defesa" do país, afirmou Briceño. O comandante-geral da Aviação, general Luis José Berroterán, disse aos jornalistas que "não é comum que se esteja lançando um míssil a partir de uma plataforma aérea, (mas) em vista de tanto comentário que fazem crer que não temos a capacidade (de fazê-lo), estamos lançado um míssil real" a partir de um caça.   Além disso, a Marinha lançou "um míssil Otomac com carga explosiva de 210 quilos de um patrulheiro litorâneo", ressaltou o ministro da Defesa, que destacou que a "tecnologia eletrônica e telemática" da nave de guerra "são venezuelanas".

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