Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

Venezuela libera o opositor Freddy Guevara; aliado de Guaidó foi acusado de ‘traição e terrorismo'

A decisão faz parte da nova agenda de diálogo com a oposição, confirmada há três semanas pelo presidente Nicolás Maduro

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2021 | 05h00

CARACAS - O ex-parlamentar Freddy Guevara, dirigente do partido de oposição Voluntad Popular e braço direito do líder opositor Juan Guaidó, recebeu liberdade condicional neste domingo, 15, na Venezuela. A decisão ocorreu cerca de três semanas após o presidente Nicolás Maduro confirmar o início de um novo diálogo com a oposição previsto para o mês de agosto.

Guevara foi preso no início de julho, na capital Caracas, por agentes da inteligência venezuelana, acusado de traição e terrorismo. A promotoria alegou que o ex-parlamentar estava vinculado a uma série confrontos violentos entre gangues e policiais, e que segundo Maduro seriam parte de um plano para tirá-lo do poder.  

O ex-parlamentar estava detido na sede do serviço de inteligência venezuelano e foi diagnosticado com covid-19 durante o tempo de custódia. Ao ser solto, o opositor afirmou que esteve isolado por vários dias e ainda não tinha detalhes sobre as regras atreladas à sua liberação. 

“Não estou certo sobre quais são as limitações”, disse em entrevista a uma emissora local de televisão. “Enquanto não houver solução política aqui na Venezuela, sei que minha liberdade é condicional como a liberdade de todos os venezuelanos”, acrescentou. 

Na última sexta-feira, 13, as diretrizes que devem guiar as conversas entre o governo venezuelano e a oposição foram firmadas através de um acordo. O processo terá como palco o México e será mediado pela Noruega. A libertação de presos políticos está entre os itens previstos pela agenda. 

Guevara afirmou que descobriu sobre a tentativa de diálogo “há três ou quatro dias” e ainda não sabe se fará parte das negociações. 

No passado, o ex-parlamentar foi acusado de “incitar violência” em protestos contra a instalação da Assembleia Nacional Constituinte, em 2017. Para evitar a prisão, o opositor se refugiou na embaixada do Chile por três anos, até receber um indulto presidencial em 2020./ REUTERS e AFP

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