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Venezuela manda interceptar avião dos EUA em seu espaço aéreo

Para Chávez, americanos estariam 'lançando uma provocação'; afirmação foi feita em reunião com ministros

REUTERS

08 de janeiro de 2010 | 22h34

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que mandou interceptar nesta sexta-feira um avião militar dos Estados Unidos que violou o espaço aéreo de seu país.

O mandatário afirmou que a aeronave P-3, procedente de Curaçao, entrou no espaço aéreo da Venezuela duas vezes.

"Estão lançando uma provocação (...) são aviões de guerra", disse Chávez em uma reunião com seus ministros.

  

Exibindo uma foto da aeronave, o presidente disse que essa seria a última incursão das bases militares norte-americanas em céus venezuelanos.

 

Não houve resposta imediata da Casa Branca ou do Departamento de Defesa norte-americano.

 

Chávez disse que os F-16's venezuelanos escoltaram o avião dos Estados Unidos depois de duas incursões, uma de 15 minutos, e outra de 19, que a aeronave teria feito no espaço aéreo da Venezuela.

 

A permanente ameaça de intervenções norte-americanas tem sido o elemento central do discurso político de Chávez. Opositores do líder venezuelano afirmam que está é uma tática de Chávez para distrair a população dos problemas domésticos e econômicos que o país enfrenta, como o aumento no índice de crimes, serviços públicos ineficazes e recessão econômica.

 

O líder socialista surpreendeu a comunidade internacional em dezembro, quando acusou a Holanda de ser cúmplice de uma potencial ação ofensiva contra seu governo, por permitir o acesso de tropas norte-americanas a suas ilhas próximas a Venezuela.

 

O governo holandês diz que a presença dos Estados Unidos em Curaçao e em Aruba se deve apenas para conter operações de tráfico de drogas em rotas caribenhas.

(Reportagem de Patricia Rondón Espín)

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