Venezuela nacionaliza Santander por US$ 1,05 bilhão

Governo venezuelano tomará o controle das unidades do banco espanhol a partir de 3 julho

Agência Estado, Dow Jones e Efe,

22 de maio de 2009 | 14h39

O espanhol Banco Santander afirmou que chegou a um acordo para vender sua unidade na Venezuela para o governo daquele país por US$ 1,05 bilhão. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou sua intenção de estatizar o Banco de Venezuela em julho passado.

 

Veja também:

Chávez nacionaliza empresas metalúrgicas da Venezuela

Dono de TV denuncia pressão de governo venezuelano

Conheça as medidas de estatização do governo Hugo Chávez

 

Com 285 agências em todo o país, o Banco de Venezuela oferece ao governo alcance considerável para distribuição de fundos para iniciativas sociais, para pagamento de salários do governo e para fornecimento de serviços ao crescente número de companhias estatais.

 

O vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizales, disse que uma primeira parte do pagamento, no valor de US$ 630 milhões, será efetuada em "3 de julho", quando será assinado o "contrato de compra e venda". Serão emitidas duas letras de câmbio no valor de US$ 210 milhões, com vencimento em 3 de outubro e 30 de dezembro próximos, disse.

 

Carrizales disse, em entrevista coletiva, que o Estado tomará o controle operacional do banco a partir de 3 julho, e que terá à disposição a plataforma de informática do Santander durante dois anos, com uma eventual prorrogação de mais um ano.

 

Desde fevereiro de 2003, rege na Venezuela um ferrenho controle de câmbio, com uma taxa atual de 2,15 bolívares por dólar. Segundo o presidente do Banco da Venezuela e representante da entidade espanhola, Michel Gouguikian, o Grupo Santander está "extremamente satisfeito" com o acordo alcançado com o Governo venezuelano para a venda de sua filial nesse país.

 

Em uma breve declaração após assinar o convênio, Gouguikian disse que o acordo e a negociação aconteceram em "um âmbito de total e absoluta cordialidade, em um âmbito de diálogo". "Acho que conseguimos um acordo muito satisfatório tanto para a República (da Venezuela) quanto para o Banco Santander", afirmou.

 

O vice-presidente venezuelano ofereceu uma mensagem de calma aos "6 mil trabalhadores" do Banco da Venezuela, aos quais garantiu estabilidade laboral, assim como aos clientes da entidade, que "podem ter a tranquilidade de que não serão afetados de maneira alguma".

 

Carrizales não quis antecipar dados sobre a eventual fusão do Banco da Venezuela com alguma outra instituição financeira pública e afirmou que, uma vez assinado o contrato de compra e venda, será anunciada a nova direção da entidade.

Tudo o que sabemos sobre:
Venezuela

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.