Venezuela não cumpre meta de economia de energia

A Venezuela reduziu apenas 3 por cento do seu consumo de energia elétrica nos dois primeiros meses deste ano, distante da meta de 20 por cento estabelecida pelo governo diante da crise que ameaça deixar o país exportador de petróleo sem luz.

REUTERS

25 de março de 2010 | 18h59

O uso de energia foi reduzido a 18.044 gigawatts/hora em janeiro e fevereiro de 2010 na comparação aos 18.604 gigawatts/hora no mesmo período do ano anterior, segundo relatório do Escritório de Planeamento de Sistemas Interligados (Opsis) do governo publicado na noite da quarta-feira.

A seca intensa que atinge desde 2009 o país, cujo sistema elétrico sentia há anos falta de investimento e um atraso na manutenção, tem diminuído o nível dos reservatórios hidrelétricos, que são responsáveis por 70 por cento da geração de energia.

Na tentativa de frear a rápida queda do nível do reservatório Guri, o principal do país, o governo do presidente Hugo Chávez começou neste ano um plano que combina economia do serviço elétrico e medidas de racionamento obrigatório para grandes consumidores.

Apesar de Chávez atribuir a responsabilidade a governos anteriores e ao fenômeno climático El Niño, pesquisas mostram que a maioria dos venezuelanos culpa sua gestão pelo problema, o que poderia ser um fator negativo nas eleições legislativas de setembro.

O Opsis registrou que o fluxo do reservatório Guri ficou 65,4 por cento abaixo da média histórica após dez meses consecutivos de chuvas escassas, a 251,1 metros acima do nível do mar.

(Reportagem de Marianna Párraga)

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