Venezuela ordena prisão de presidente de canal de TV anti-Chávez

A Venezuela emitiu uma ordem de prisão e invadiu a casa do presidente do canal televisivo que mais abertamente se opõe ao presidente do país, Hugo Chávez.

REUTERS

12 de junho de 2010 | 10h32

A procuradora geral Luisa Ortega disse que o chefe da estação de TV, Guillermo Zuloaga, era procurado por "usura" depois de ser acusado de ilegalmente esconder carros novos para fins especulativos, acusações que têm motivação política.

A rede de televisão, Globovision, mostrou imagens da polícia procurando por Zuloaga em sua casa. Ele não estava em casa e não foi preso.

"É uma ordem para prendê-lo. Apesar de eles não terem o direito de entrar na casa, não temos objeções a que façam isso," disse a advogada de Zuloaga, Perla Jaimes. O filho de Zuloaga também foi citado no mandado de busca e prisão.

Zuloaga foi preso por algumas horas em março depois de criticar o governo de Chávez numa conferência para executivos de mídia em Aruba. A procuradora geral disse na ocasião que ele estava sendo investigado por fornecer informações falsas e por ofender o presidente.

O mandado está relacionado a um caso de 2009, quando Zuloaga foi acusado de "guardar ilegalmente" 24 veiçulos novos da Toyota para manipular os preços.

A Globovision é considerada como um partido de oposição, criticando Chávez abertamente e permitindo que políticos ganhem exposição.

A estação é a última dos principais canais de TV da Venezuela que mantém sua linha editorial. Uma outra estação, a RCTV, foi tirada do ar em 2007 quando Chávez recusou-se a renovar sua concessão em resposta ao apoio do canal a um golpe que o derrubou temporariamente em 2002. Outros canais abaixaram o tom depois do golpe para evitar represálias.

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