Venezuela planeja proibir games violentos

O Legislativo venezuelano se prepara para proibir a comercialização de games e brinquedos que possam estimular a violência, em uma tentativa de combater a crescente criminalidade no país.

REUTERS

26 de agosto de 2009 | 17h54

Um projeto de lei para proibir a venda de games violentos foi aprovado em primeira votação na Assembleia Nacional na noite de terça-feira, de acordo com comunicado da Casa divulgado nesta quarta.

Dezenas de pessoas são assassinadas a cada semana em Caracas, uma das cidades mais perigosas da América Latina, em muitos casos durante roubos de aparelhos de celular ou de simples pares de sapatos.

Opositores do presidente Hugo Chávez afirmam que cerca de cem mil pessoas já foram assassinadas desde que ele assumiu o poder em 1999. Para o governo, a oposição e a mídia privada exageram o problema.

A polícia divulga as estatísticas sem regularidade, e as autoridades frequentemente dizem não saber quantos homicídios foram registrados.

Para o projeto se tornar lei, ele precisa passar por uma segunda votação na Assembleia Nacional e depois ser ratificado por Chávez. O Legislativo não estabeleceu a data para a próxima votação.

Muitos países já proibiram a comercialização de games violentos e outros impõem restrições à venda para crianças. Embora poucos estudos demonstrem que esses jogos estimulem um comportamento agressivo, eles continuam a provocar grande polêmica.

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